Taxa de mortalidade neonatal baixou de 500 para 200 em cada cem mil

O Sector da Saúde registou, nos últimos 10 anos, a diminuição da taxa de mortalidade materna e neonatal que passou de 500 (por 100 mil nados vivos) para 200, revelou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, em Luanda, na reunião da comissão nacional de prevenção e auditoria das mortes maternas e neonatais

Actualmente, o país está a caminhar bem, comparativamente aos anos passados, segundo o secretário, quer em termos de aumento de infra-estruturas, como de expansão da rede primária de saúde, designadamente postos de saúde e centros, hospitais municipais da rede secundária e na terciária, com o surgimento de serviços mais complexos. A possibilidade de se realizar operações (aos recém-nascidos) mais complexas, tendo em conta que anteriormente se recorria a junta médica, o acesso ao serviço de saúde, bem como a oferta de pacotes mínimos de serviços de saúde pública, que engloba a vacinação das mães, o acesso ao tratamento preventivo da malária, de modo a evitar que o bebé nasça com a patologia, são algumas das melhorias que terão influenciado significativamente nesta diminuição.

“A diminuição da taxa de mortalidade materna e neonatal, que baixou consideravelmente em comparação aos últimos 10 anos, pois passamos de 500 por 100 mil nados vivos e estamos à volta dos 200, é uma melhoria no sector da saúde”, sublinhou, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda. Segundo o gestor, em função do Plano Nacional de Desenvolvimento, o sector preconiza chegar aos dois dígitos da cifra actual, por isso, o trabalho continua, com a formação de quadros, humanização dos serviços e potencialização da sociedade sobre as parteiras tradicionais, de modo a assegurar que se realizam partos seguros.

Outra preocupação do sector é incutir nas pessoas a cultura de vacinação, em particular a contra o tétano, no sentido de evitar que crianças venham a morrer de tétano, considerando uma falha no que se refere ao acesso à componente vacinação. No ano passado, a instituição analisou e esperava, em termos de projecção, que viesse a registar, em termos de mortalidade neonatal, um pouco mais de 100 crianças com tétano, mas, felizmente, o sector da saúde registou à volta de um terço apenas desta cifra a nível do país.

Quanto aos projectos, o sector da Saúde pretende trabalhar muito mais com a informação, designadamente a educação e a comunicação com as mães. Entretanto, as causas das mortalidade materna mais registadas são as hemorragias, pelo facto, há a necessidade de se ter nas maternidades bancos de sangue, para prevenir eventuais situações. O secretário assegurou que existe um trabalho que o Ministério da Saúde está a levar a cabo com o objectivo de instalar bancos de sangue até nos hospitais municipais. Outra preocupação do sector é a hipertensão durante a gestação, pelo facto, há a necessidade de a mãe realizar as consultas pré-natais atempadamente, para que se detecte este problema.

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