Autoridades registam 702 casos de violência praticada por mulheres

Setecentos e dois casos de violência doméstica praticada por mulheres foram registados durante o ano de 2019 no país, revelou hoje (sexta-feira), em Luanda, a directora Nacional dos Direitos da Mulher, Igualdade e Equidade do Género, Júlia Kitocua.

A fonte fez saber que houve um aumento de 362 casos em relação ao ano de 2018 (340 casos), mas, ainda assim, o número mais alto é de violência doméstica praticada por homens, com o registo de 2.605 casos em 2019 (sem dados comparativos de 2018).

Em entrevista à Angop, por ocasião do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, Júlia Kitocua, referiu que estes casos são de vários tipos, com o destaque para o abandono famíliar que se consubstancia em fuga à maternidade.

Essa atitude, aponta, demonstra a falta de comprometimento da mãe para com os filhos, pois, “mesmo que haja uma separação, a mãe nunca se deve esquecer dos filhos. A fuga à maternidade é crime e punido por lei”, lembrou.

“Muitas vezes, as mulheres quando questionadas sobre o abandono familiar, alegam terem iniciado a relação sem filhos e, em caso de separação, deve ser responsabilidade dos homens assumirem a sua educação”, frisou.

A responsável indica que, tal como a paternidade, a maternidade implica um comprometimento para com a criança, de forma a ser ter uma sociedade mais saudável.

Júlia Kitocua aconselhou as mulheres, em idade fértil, a engravidarem só quando estiverem preparadas e conscientes da responsabilidade de cuidar dos filhos.

A directora Nacional dos Direitos da Mulher, Igualdade e Equidade do Género, disse que a fuga à maternidade tem várias causas, dentre as quais o consumo excessivo de álcool, insegurança emocional, pobreza, falta de preparação para a maternidade e diálogo no lar.

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