Bispo de Benguela suspende padre envolvido em venda ilícita de casas

O bispo da Diocese de Benguela, dom antónio Jaka (na foto), suspendeu o padre Valentino Jamba, detido na Terça-feira (03) pelo Serviço de investigação Criminal (SiC), de toda a actividade sacerdotal e do cargo de director do instituto de Ciências Religiosas de angola(iCRa)

Constantino Eduardo, em Benguela

A Diocese de Benguela reagiu, na tarde desta Quinta-feira (5) ao caso que envolve o sacerdote suspeito de corrupção na venda de casas em centralidades e nos próximos dias o prelado católico deverá exarar um decreto para efectivar a suspensão. Em comunicado lido pelo vigário-geral, o padre Eduardo Alexandre, o bispo da Diocese diz ser verdade que o padre em causa, detido na tarde do dia 3, no ICRA, seu local de trabalho, é membro do clero diocesano “em plena comunhão com a Igreja e em plenas funções sacerdotais”. Neste sentido, salienta o vigário-geral, a Diocese segue atentamente, e com particular atenção, as acusações graves e sérias que pesam sobre o seu ministro sagrado, com implicações e consequências morais e sociais incalculáveis, sobretudo na vida pessoal do próprio sacerdote.

O comunicado apresentado pelo vigário assevera que, enquanto decorrerem as investigações e o processo judiciário segue os seus trâmites, a igreja aguarda “prudente e calmamente a toda verdade”, tendo, igualmente, reprovado aquilo que considera de sensacionalismo de alguma imprensa. A presunção de inocência, um direito que assiste a toda a pessoa, baseada na dignidade da pessoa humana, sustenta o padre, “enquanto imagem e semelhança de Deus requer de todos nós a sã equidade na conclusão de todo o processo”.

Enquanto se aguarda por posteriores averiguações, o padre Valentino está suspenso do exercício do munus e de todas as actividades que vinha exercendo junto do ICRA de Benguela. Até ao momento em que se redigia esta peça, não se sabia da medida de coacção aplicada, porque o padre ainda estava a ser interrogado pelo Ministério Público. Refira-se que o sacerdote Valentino Jamba foi, alegadamente, encontrado em posse de mais de um milhão e duzentos mil kwanzas, valor que teria sido cobrado de forma ilegal a cidadãos que lutam por uma das 6 mil habitações nas centralidades do Lobito, Catumbela e Baía-Farta.

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