Empoderamento feminino reflectido na peça “Elas não precisam de Homens?”

trata-se de uma comédia aguardada com expectativa pelo público angolano, cujo mote é desvendar o enigma que dá título ao enredo: “Elas não precisam de Homens?” as actrizes Karina Barbosa, Lesliana Pereira, Edusa Chindecasse, Vanda Pedro, Neide Van-dúnem e Henesse Cacoma, protagonizam a peça em que retratam a estória de seis amigas, ex-colegas de Universidade, que decidem juntar-se, nove anos depois, para preparar a despedida de solteira de uma delas

A peça teatral “Elasnão precisam de Homens?” tem a estreia marcada para o Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, no Centro de Conferências de Belas (CCB), às 19 horas, em Luanda, sob chancela da produtora Mentes Fabulosas. A comédia, por sinal muito esperada pelo público angolano, conta como protagonistas as actrizes Karina Barbosa, Lesliana Pereira, Edusa Chindecasse, Vanda Pedro, Neide Van-Dúnem e Henesse Cacoma, e é dirigida por Flávio Ferrão e encenada por Joel Mulemba.

O texto com duração de mais de uma hora, de autoria de Andreza Amaro, conta ainda com a participação especial de Lurinela Mendes, formadora de opinião e activista social naquilo que são os direitos da Mulher.

Sinopse

A obra retrata a estória de seis amigas, ex-colegas de Universidade, que decidem juntar-se nove anos depois para preparar a despedida de solteira de uma delas.

O que seria um simples jantar, torna-se num encontro em que todas sentem-se à vontade para desabafar sobre todos os encontros e desencontros amorosos, que tiveram ao logo daquele tempo, em que estiveram longe uma das outras. Todas profissionalmente bem resolvidas e financeiramente estáveis, mas cada uma com carácter e personalidade própria, buscam soluções para pequenos imbróglios. Todas defendem a ideia de que, “Mulheres não precisam de homens para serem felizes”, mas por incrível que pareça, o assunto torna-se mais sério do que uma simples conversa. A actriz Vanda Pedro, mentora do projecto, referiu que pretendem abordar várias situações, de modo a fazer com que as mulheres possam reflectir acerca da sua condição social, assim como os problemas que têm fragilizado e mutilado os sonhos de muitas delas.

“Nada melhor do que exibir essa peça no mês de Março, o mês da mulher, em que todos os holofotes são direccionados a elas, para várias homenagens. É exactamente neste mês que também vamos levantar várias discussões, de situações que fragilizam as mulheres e para que sejam elas protagonistas das suas vidas, para o bem-estar das suas famílias”, manifestou.Vanda, que se mostrou satisfeita com a venda dos bilhetes, que esgotaram mesmo antes da data da sua exibição, avançou que, os critérios de selecção das actrizes esteve relacionado ao empoderamento feminino, um processo que considerou difícil. “Foi muito difícil encontrar actrizes que tinham o que eu precisava. Pretendo que todas as mulheres possam rever-se nesta estória. Queria que as pessoas vissem o cartaz e notassem logo o impacto da peça. Por essa razão, os bilhetes esgotaram”, considerou.

Actrizes empolgadas com personagens

A empresária Karina Barbosa interpreta Olga, uma advogada bem-sucedida. Contou que, aquando da recepção do convite, apesar de ter aplaudido, numa primeira fase, hesitou, tendo consentido, posteriormente. Para ela, o desafio maior foi ter que decorar o texto, por tratar-se da sua estreia em teatro. Por isso, considerou aprazível e desafiante trabalhar em projectos diferentes, apesar de alguns constrangimentos. “Gosto de desafios, por isso, depois de muito hesitar, aceitei o convite. Com relação ao palco, fica fácil de lidar, porque estou acostumada.

Já tinha feito novelas e mini-séries, mas esta será a minha estreia em teatro”, contou. A também empresária disse ainda: “cada uma de nós representa um tipo de mulher, com um determinado carácter, que muitas hão-de rever-se nelas. Muitas sairão dali, com aquele empurrãozinho que lhes faltava, para ter coragem em pôr aquela ideia em prática, mudar as regras em casa, ter uma outra atitude no local de trabalho e serem mais auto-confiantes”. Já a Henesse Cacoma, representa a personagem Nádia, uma mulher gestora, que ocupa um cargo de chefia numa determinada empresa. Segundo ela, Nádia é uma mulher com algumas convicções.

Por isso, considerou a personagem interessante. “Ela vai despertar a consciência de muitas mulheres. Determinadas coisas em que acreditamos podem ser moldadas, em função da experiência de quem está à nossa volta, assim como o aprendizado que teremos da vida”, observou. A também apresentadora de televisão, referiu que, apesar de ter-se identificado com o personagem, teve dificuldades durante as gravações, por envolver cinco actrizes. “Nunca fiz uma peça do género, onde uma fala e depois fala a outra. Já fiz uma, mas que eramos apenas dois actores. Por isso, tens que controlar bem o texto, saber qual é a hora de entrar. Estava com essa dificuldade, porque sentia que eram muitas actrizes em palco”, contou.

A produtora
A peça é uma produção das Mentes Fabulosas, uma produtora de conteúdos de artes em várias vertentes, com o foco predominante no teatro. Visa dinamizar a classe, trazendo para o mercado produções com conteúdos inéditos, focado na valorização de escritores e fazedores de arte nacional e tem como mentoras Neide VanDúnem (directora-geral) e Vanda Pedro (directora artística).

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