Federação sindical defende a promoção dos professores a partir de Março

A Federação dos Sindicatos de Trabalhadores da Educação, Cultura, desporto e Comunicação Social de Angola, uma agremiação filiada na UNTA-CS, esteve reunida, ontem, em Luanda, e defendeu maior atenção ao processo de promoção dos professores, tendo sugerido que se faça no presente mês

O Conselho Federal da referida federação sindical realizou a sua V reunião ordinária e, entre outros aspectos, discutiu o processo de transição para o Estatuto dos Agentes de Educação, bem como o excesso de alunos na sala de aulas. Segundo Joaquim Laurindo, membro da Comissão Executiva Nacional da UNTA-CS, que falou com o jornal OPAÍS depois da reunião, o Conselho Federal, pelo facto de no processo de transição para o Estatuto dos Agentes de Educação não ter considerado o tempo de serviço, acha ser imperiosa a promoção dos professores a partir do corrente mês, à luz das disponibilidades financeiras criadas no SIGFE, mormente os que transitaram de forma linear.

A não consideração do tempo de serviço criou a marginalização dos professores, segundo os sindicalistas, que transitaram de forma linear, por um lado, e por outro, de alguns dos seus colegas que alcançaram novos perfis académicos. “Defendemos também que neste processo se priorize também os professores que já completaram ou ultrapassaram o tempo exigido para a reforma”, disse, Joaquim Laurindo, ciente de que a Federação terá sucesso nesta empreitada. A reunião do Conselho Federal serviu também para analisar o número de alunos em cada sala de aula, pelo que aquele grupo de sindicalistas considera que o excesso de alunos por turma (mais de 50), que se regista em muitas escolas do país, é incompatível com a exigência do cumprimento da carga horária (24 tempos semanais). Há escolas, disse, em que o número de alunos chega (ou passa) os 100 em cada turma.

“Nesses termos, recomendamos à Direcção Executiva da Federação que mantenha encontros de concertação social com o Ministério da Educação, no sentido de se atenuar tal exigência, já que a reforma educativa recomenda 35 a 40 alunos, no máximo, por cada turma”, reforçou. Por fim, o Conselho federal manifestou o seu apoio à luta contra a corrupção e a bajulação em curso, como metas importantes para a moralização da sociedade angolana rumo ao desenvolvimento. Por outra, instou o Governo a tomar medidas sócio- económicas para conter o índice de inflação e a desvalorização moeda nacional, que agudizam a desvalorização do salário e a subida galopante dos preços da cesta básica.

 

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