Benguela prevê vacinar acima de 456 mil crianças contra pólio

quatrocentas e 56 mil e 325 crianças menores de cinco anos de idade vão ser vacinadas contra a poliomielite, entre os dias 06 e 08 do corrente, em nove municípios da província de Benguela, informou ontem Sábado, o chefe do Departamento de Saúde Pública local, Américo Daniel, citado pela Angop

A 2ª fase de campanha complementa a primeira, que decorreu em Dezembro de 2019, e surge em resposta aos 10 casos da doença registados recentemente na província. Estarão envolvidos quatro mil 545 vacinadores que vão trabalhar nos municípios de Benguela, Bocoio, Baía Farta, Catumbela, Chongoroi, Caimbambo, Cubal, Ganda e Lobito. Balombo, o décimo município, fica de fora por ter beneficiado já de uma segunda acção de vacinação em Janeiro do corrente. Em declarações à Angop, o médico Américo Daniel disse que esta campanha surge fundamentalmente em resposta aos 10 casos notificados em finais do ano passado, na província.

Destes, o Bocoio registou quatro casos, Cubal, dois, o município do Lobito um caso confirmado, igual número para Baía Farta, Benguela e Ganda. Os municípios da Catumbela, Chongoroi e Caimbambo vão cumprir calendário, como medida de prevenção contra eventuais novos casos. “A campanha será feita lá onde for necessário, para vermos se todas as crianças foram vacinadas ou não, devendo realizar-se no sistema habitual, ou seja, porta a porta, sem pôr de lado a possibilidade de passar pelos centros de maior aglomeração de pessoas, como cheches, escolas, igrejas, praças, entre outros”, frisou. Américo Daniel garantiu estarem criadas as condições materiais e humanas capazes de proporcionarem o êxito das metas estabelecidas, apesar da chegada tardia dos meios logísticos

. De acordo com o responsável da campanha, para o seu sucesso, a empreitada conta com o apoio de algumas instituições, nomeadamente as Forças Armadas Angolanas (FAA), Policia Nacional (PN) e organizações juvenis de algumas formações políticas. Por essa razão, apelou a população no sentido de colocar os petizes à disposição dos vacinadores, no sentido de facilitarem a tarefa daqueles. “A população deve ficar atenta e denunciar possíveis casos de encarregados de educação que privam as crianças para não serem vacinadas, numa suposta observação de hábitos culturais e ou tradicionais, o que poderá comprometer o futuro dos mais pequenos”, defendeu, apelando para aquilo que chamou de “busca activa de todos”.

Segundo o médico, em caso de suspeita de paralisia, a criança deve ser levada ao centro de saúde mais próximo, a fim de ser avaliada, colhendo-se amostras que permitem definir a situação, além de averiguar o estado de saneamento básico da comunidade, entre outros aspectos. A primeira fase da campanha decorreu de 13 a 15 de 2019, com 421 mil 427 crianças vacinadas, de uma previsão de 418 mil, ou seja, acima das expectativas.

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