Galeria Talatona Art pretende coleccionar, registrar e promover a arte no país

o espaço é resultante de um projecto iniciado em 2017. Além de amostrar as obras dos vários artistas, acolherá actividades de cariz cultural, como lançamento de livros

A galeria Talatona Art, inaugurada no dia 13 de Janeiro, pela ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, pretende coleccionar, registar e promover a arte angolana, através de vários trabalhos agendados para o ano em curso. A exposição inaugural, com o nome de Gerações, que esteve patente até final de Fevereiro, composta por obras de artistas das décadas de 40 a 60, como o Mestre Kapela, Francisco Van, António Ole, e Mestre Gonga, visou retratar o desenvolvimento das artes plásticas no país.

As obras de artistas da geração nascida entre as décadas de 70 e 80, entre eles Paulo Kussy, Guilherme Mampuya e Fineza Teta, assim como os millennials representados por pintores como Armando Scoott e Ulófe, fizeram parte desta mostra exposta neste empreendimento da Agência Seven Art. Actualmente, na galeria, encontra-se ainda patente a exposição denominada “De mulheres para mulheres”, que visa saudar o “Mês a mulher”. Em conversa com OPAÍS, a responsável do espaço, Lúcia Drugg, disse que, apesar do tempo vigente, a galeria possui já uma agenda preenchida para o ano em curso, no que concerne à realização de exposições colectivas.

O próprio espaço faz a curadoria. “Quando abrimos o espaço desenvolvemos um calendário que está praticamente fechado. Mas, com o decorrer do tempo, começaram a aparecer pessoas e instituições que se interessaram no espaço e nos propuseram algumas exposições. Mas pretendemos trabalhar com eles, de acordo com os trabalhos que nos apresentarem”, elucidou.

Outras manifestações culturais

Lúcia Drugg disse ainda que pretende acolher outras actividades de cariz cultural, como lançamento de livros, para dinamizar o sector no país. “Pretendemos fazer da galeria um espaço cultural, uma vez que estamos localizados em Talatona, onde se encontram vários espaços de arte”.

Outros projectos a serem lançados ainda este ano a nível da galeria são o “catálogo”, que visa retratar e documentar a arte contemporânea em Angola, assim como um documentário que irá abordar o mesmo tema. “Pretendemos fazer um filmedocumentário. Temos algumas gravações com artistas que deram o seu depoimento sobre a arte angolana. Temos ainda um livro que está já concluído,mas falta apenas imprimir”, contou a responsável do espaço.

A galeria

O espaço é resultante de um projecto iniciado em 2017, com a capacidade de acolher mais de 20 obras (com base no tamanho) e vai permitir aos talentosos mostrarem os seus trabalhos em exposições individuais ou colectivas.
Lúcia

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