Desconcentração com movimentos para o centro

Quando abordou sobre a problemática das centralidades, Silvana Shindany, considerou que, contrariamente à intenção de se descentralizar o casco urbano da urbe luandense por via das dos referidos centros urbanos e suburbanos, muitos eram os novos inquilinos dessas novas zonas habitacionais, como a do Kilamba, Zango e Sequele, que ainda faziam, diariamente, a sua vida na procedência

A finalista do curso de engenharia civil que acha haver falhas quanto à nossa realidade, defendeu que os africanos têm famílias numerosas e, muitas das vezes, esses modelos de construção são mais justos, mais finados ou apertados, ao ponto de e complicar muito a vida dos moradores. À semelhança de Angelino Quissonde, a futura engenheira, assegura que a falta de serviços sociais, económicos e de outras índoles e o facto de os residentes destas áreas deterem empregos na zona urbana é um percurso adverso à desconcentração nas cidades. “Quem mora no Kilamba ainda tem de ir novamente à Baixa da cidade para tratar qualquer tipo de documento. Eu acho isso um absurdo, porque se se está a colocar uma grande gama de pessoas num determinado extremo da província, deve ser acompanhado com um conjunto de serviços”, observou a entrevistada.

Ela falou ainda da representação de uma ou outra instituição que é imprescindível na vida do cidadão. Trata-se de um estabelecimento de serviços integrados de atendimento ao cidadão, de modo que as pessoas não tenham necessidade de se deslocar tanto. A criação de postos de emprego é outra preocupação manifestada por Silvana Shindany, que se mostra também adversa ao surgimentos de bares, cantinas, restaurantes, lojas de roupa ou de eletrodomésticos e digitais, que considerou haver em grande número nessas centralidades. “Quando se efetivarem essas esperanças que não devem ser encaradas como minhas, mas como dos habitantes dos locais em referência, haverá grandes benefícios que começariam mesmo pela melhoria do trânsito”, profetizou.

Melhoria dos bairros mais urgente que construções de centralidades

Silvana Shindany apelou dizendo que a melhoria das condições dos bairros, das aldeias e outras localidades peri-urbanas ou rurais tende a ser mais urgente do que a edificação de uma centralidade. “Ora vejamos, se organizarmos um bairro, evitamos que as pessoas se concentrem nas cidades”, frisou, tendo adiantado que a ideia de desconcentração falhou na falta de melhoria de facto.Como exemplo, falou da criação do projecto habitacional do Zango 1, 2, 3 e 4, mas que não foi correspondida com a melhoria total dos bairros donde saíram as populações desalojadas. Por fim, deixou um apelo aos integrantes da classe dos engenheiros civis para que, como equipa, envidasse esforços de ter apoio de associações, principalmente nas fases iniciais das suas empreitadas. “Acho que a nossa classe deve ser homogénia, ou seja, não deve trabalhar sozinha, para ter colaboração das iniciativas.

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