LIMA defende união das mulheres sem olhar para a cor partidária

A presidente cessante da Liga da Mulher Angolana (LIMA), braço feminino da UNITA, Helena Bonguela Abel, apela para a importância de todas as mulheres africanas e angolanas, em particular, se unirem mais na luta pelos seus direitos, sem olhar para as cores partidárias

Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no Domingo, 08 de Março, Helena Bonguela defende a necessidade de existir uma data que seja de consenso geral para se celebrar o dia nacional das mulheres angolanas, para discutirem problemas que afectam a todas de modo geral. Independentemente da data internacional em sua homenagem. Avançou que cada força feminina tem o seu dia. Asua organização, Liga da Mulher Angolana (LIMA) celebra no dia 18 de Julho, e a Organização da Mulher Angolana (OMA) no dia 02 de Março.

Manifestou que as mulheres continuam a enfrentar muitas dificuldades, como as económicas, de pobreza extrema e de saúde, entre outras. Apontou ainda como outro mal a questão da violência doméstica, sexual e psicológica que também afecta esta franja da sociedade. A parlamentar pretende que seja regulamentada uma lei contra a violência doméstica, que possa beneficiar até a última mulher que vive nas aldeias. Que seja traduzida em línguas nacionais para melhor compreensão.

Lugar de decisão não satisfatório

Helena Bonguela considera que ainda não é satisfatório o número de mulheres nos lugares de tomada de decisão no país, dentro dos partidos políticos, no legislativo r no judicial, entre outras áreas. “As mulheres são tão capazes quanto os homens, deve-se capacitá-las e depois cobrar os resultados”, disse. Recordou que no XIV Congresso Ordinário do seu partido, UNITA, foi eleita uma mulher para o cargo de vice-presidente, mas considera que ainda não é o suficiente, a sua exigência está presente para que se promova mais mulheres nos lugares de decisão naquela força política.

Luta sem cor partidária

Falou da importância de todas as mulheres africanas, e em particular as angolanas, se unirem mais na luta pelos seus direitos, sem olhar para cores partidárias. Despertar o gigante adormecido que está dentro de muitas mulheres. De modo a mudar a mentalidade dos homens mostrando o seu valor. “A nossa percepção é de que ainda continuamos a olhar pelas pessoas de acordo com a cor partidária, enquanto a consciência for esta, vai ser difícil ter a promoção das mulheres de igual modo.

Nós somos angolanas com os mesmos direitos, é ali onde consiste a nossa luta”, disse Sobre a relação com outras organizações femininas, lamentou o facto de na OMA ainda existir alguma resistência quando se trata de convites para participar nas actividades da LIMA. Segundo, Helena Bonguela, fica difícil, “quando precisamos de dialogar e nos aproximar um pouco mais. Mas com as outras organizações femininas existem boas relações.

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