Ministro do Interior pede prevenção e combate cerrado à criminalidade organizada

O ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, recomendou, ontem, em Luanda, aos novos responsáveis máximos da Polícia Nacional e do Serviço de Penitenciário maior empenho na prevenção e combate à criminalidade organizada, à corrupção, ao nepotismo e a outros actos ilícitos que enfermam a sociedade, no sentido de elevar o sentimento de segurança dos cidadãos

O governante fez esse apelo na cerimónia de empossamento de novos directores nacionais, Delegados provinciais do Ministério do Interior e Comandantes da Polícia Nacional recentemente nomeados por Despacho Presidencial. Eugénio César Laborinho pediu-lhes para assumirem as suas responsabilidades, a cumprirem as orientações superiores, a não se acomodarem com as nomeações e a demonstrarem que merecem tais nomeações. Explicou que isso será possível fazendo melhor, criando e dinamizando as suas áreas de jurisdição porque só assim prestarão serviço de qualidade ao país. Isso por considerar que actualmente a sociedade já não se contenta com meros executores de tarefas, muito menos com incompetências, mas, sim, com o profissionalismo.

“O camarada Presidente, João Manuel Gonçalves Lourenço, confiou-vos estas funções porque entende que darão o vosso melhor nas múltiplas tarefas que vos esperam”, referiu o ministro no seu discurso.

O titular da pasta do Ministério do Interior realçou ainda que os cargos são públicos, pelo que não devem aproveitar-se deles para interesses particulares, mas sim para servir o cidadão e o Estado angolano.

Maior atenção à sinistralidade rodoviária Eugénio Laborinho orientou os directores e comandantes provinciais a prestarem atenção especial à sinistralidade rodoviária (considerada como a segunda maior causa de morte no país, depois da malária, e a primeira causa de invalidez física), com vista à sua redução substancial.

“Para que esse desiderato seja alcançado, é necessário que trabalhem com o efectivo, o cidadão, a sociedade civil e a comunidade, através do reforço do policiamento de proximidade e do diálogo permanente”, disse. Os novos responsáveis da corporação foram igualmente orientados a adoptar uma gestão participativa, a fazer uso racional dos meios à disposição para garantir resposta adequada e a trabalhar em colaboração com a sociedade para um policiamento mais próximo e eficaz. Por sua vez, o comissario Divaldo Martins, delegado e comandante provincial da Huíla também empossado, reconheceu que a Polícia sozinha não consegue desenvolver o seu trabalho e a mesma aposta num policiamento de proximidade que passa também por uma gestão de proximidade.

“Temos que ser mais próximos daqueles que executam o seu trabalho na rua e acompanhar aquilo que é a sua dinâmica. Mas o fundamental é pôr todos os órgãos do Ministério do Interior a estabelecerem entre si um esforço comum a fim de garantir segurança de qualidade, também chamar junto de nós a sociedade civil”, disse. Realçou que na província da Huíla não se fará diferente e que uma das apostas é o policiamento de proximidade.

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