Trim Trim…

Para acabar com os monopólios em Angola não pode valer tudo. Há monopólios que se geram por si, fruto da efi ciência empresarial que pode acabar com a concorrência. Agora foi comunicado pelo Executivo que a Africel será, muito provavelmente, o quarto operador de telecomunicações móveis no mercado angolano, até porque é a única empresa interessada a responder à abertura no mercado. Esta comunicação, porém, não basta. Os angolanos precisam de conhecer o histórico da empresa e que valores se predispõe a investir no mercado.

E esta comunicação aos angolanos ver ser obrigação do Executivo. Se o Estado vai acolher um ente estrangeiro, então os angolanos devem saber tudo sobre este ente. Não se espere que cada cidadão vá pesquisar sobre a Africel, não se espere que seja a companhia a fazer tal comunicação. Se a empresa vai trazer mais-valia, tanto melhor, mas se é só para terminar com um monopólio, em que o Estado até tem participação, então mais vale esperar e tornar o mercado mais atrativo para o negócio.

Aliás, esta comunicação serviria também para dissipar dúvidas ou questionamentos sobre a origem do dinheiro que vai ser investido em Angola e sobre a qualidade dos investidores. Dará mais confi ança aos consumidores, ao mercado e reforçará a imagem do Executivo. Sabemos todos de intenções de investimentos que depois não se concretizam e até de empresas que depois não aguentam a passada particular do “ambiente” em Angola acabam por fechar e retirar-se. Exemplos há muitos, incluindo na banca. O telefone tocou, alguém tem de falar do outro lado da linha. E mais ainda depois do triste episódio Telestar.

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