MIREX restringe deslocações de funcionários e diplomatas

Um medida “extraordinária” tomada esta Terça-feira (10), pelo Ministério das Relações Exteriores (MIREX) passou a restringir os movimentos dos seus quadros diplomáticos para o exterior do país.

A medida que se inscreve na prevenção contra a propagação do Covid-19, abrange os directores dos órgãos executivos centrais internos e demais funcionários. Todos eles ficam impedidos de participar em reuniões “no quadro multilateral pontualmente autorizados pelo ministro das Relações exteriores” .

“Estão suspensas todas as deslocações em serviço dos chefes das missões diplomáticas e consulares de Angola e restante pessoal diplomático no quadro multilateral , bilateral e para Angola nas mais variadas vertentes”, refere a circular doMIREX, retomado pela RNA. O documento precisa que ficam revogados todos os pedidos autorizados para deslocações ao país com excepção das deslocações dos agentes diplomáticos que regressam ao país “após termo das suas comissões de serviço”.

Proibição de viagens

Enquanto isso, o secretário de Estado para Área da Saúde Pública, Franco Mufinda admitiu , também esta Terça-feira que “Portugal e África do Sul, podem entrar na lista de restrições, caso se mantenha acelerado o nível de contaminação”. O governante referiu que Angola mantém a proibição da entrada de cidadãos estrangeiros não-residentes, vindos dos quatro países que registam a circulação do vírus nas comunidades (transmissão comunitária). Esclareceu que os cidadãos provenientes de outros países com menor índice de transmissão (transmissão local) continuarão a entrar em Angola, sem serem submetidos ao período de quarentena, assumindo um relativo risco de contágio.

“Os cidadãos provenientes de países que têm o controlo da doença apresentam menor risco de contágio, mas, ainda assim, vamos continuar a acompanhar atentamente a evolução do número de casos de Covid-19 em outros países”, sublinhou. Quanto à China Mufinda aventou a possibilidade de vir a ser retirada da lista de países com cidadãos proibidos a entrar em Angola, “tendo em conta a redução do número de casos de pessoas infectadas, nos últimos dias”. Pelos menos sete cidadãos que estão a cumprir o período de quarentena de 14 dias, no centro da Barra do Kwanza, em Luanda, serão transferidos esta quarta-feira para o centro do Calumbo, anunciou o secretário de Estado. O governante, que falava em conferência de imprensa, no âmbito do Plano de Contingência do Coronavírus da Comissão Inter-ministerial de Angola, justificou que essa medida visa esvaziar e preparar o centro da Barra do Kwanza, para dedicar-se, exclusivamente, no atendimento de eventuais casos de Covid-19 no país. Reforçou que o centro de Calumbo, com capacidade para 250 camas, contra 100 da Barra do Kwanza, vai continuar a gerir os casos de quarentena.

Avançou que até ao momento pelos menos 120 cidadãos, maioritariamente chineses residentes, ainda se encontram em quarentena, nos dois centros de Luanda. Segundo o secretário de Estado, a quarentena é direccionada apenas aos cidadãos angolanos e estrangeiros residentes em Angola provenientes da China, Irão, Coreia do Sul e Itália, países com maior índice de infecções (transmissão comunitária). Lembrou que todos os cidadãos em quarentena são submetidos a um teste, antes de receber a respectiva alta. Além dos dois estabelecimentos de quarentena, o Governo angolano prevê a abertura do terceiro centro específico para atender eventuais casos das empresas petrolíferas no país.

Em comunicado, a Comissão Nacional de Saúde da China informou o registo de 19 novos casos e 17 novas mortes em decorrência do coronavírus na segunda-feira. Com isso, o total de pessoas infectadas pela doença na China continental chegou a 80 mil e 754 e o número de óbitos subiu para três mil e 136. A nível mundial, a epidemia, que começou na cidade de Wuhan (China), em Dezembro último, já infectou mais de cem mil pessoas e matou mais de três mil, incluindo uma morte em África (Egipto). Além de Egipto, Argélia, Camarões, Marrocos, Nigéria, Senegal, África do Sul, Togo e Tunísia também já registaram casos de coronavírus em África.

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