O mergulho necessário

Sim, a ideia do surgimento de piscinas nas centralidade e cidades angolanas é boa. Tal como seria bom que outros equipamentos desportivos e de recreação surgissem. O Estado deve preocupar-se com tusso isso, é função sua também. Só não deve pensar que é negócio seu, que os deve gerir, embora algumas piscinas e alguns campos desportivos municipais fossem importantes. Olhemos para o nosso conjunto de medalhas olímpicas e já perceberemos como nos fazem falta estas estruturas. Olhemos para Carla Sacramento, antiga campeã portuguesa de atletismo, olhemos para centenas de casos e perguntemo-nos sobre onde começaram. Estas estruturas devem ser geridas e exploradas pelas comunidades, por vias de associações desportivas e recreativas cujo trabalho deve ter impacto social, não apenas na geração de campeões, mas no bem-estar das comunidades. Por exemplo, os grupos carnavalescos dos bairros deveriam ter usufruto dos rendimentos da exploração destas estruturas, e assim deixaríamos de ter a vergonhosa dependência do Estado até para pagar os lanches e os adereços. Estes centros desportivos e recreativos devem ser da comunidade, não do Governo e muito menos para promover negócios particulares. Vamos então nadar.

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