Chuva provoca 71 vítimas no Huambo

Trinta e nove pessoas morreram e 32 ficaram feridas, entre 08 de Setembro de 2019 a 26 de Fevereiro deste ano, em consequência das chuvas na província do Huambo

Os dados constam no relatório de balanço sobre os danos causadas pelas chuvas apresentado durante o encontro da Comissão Provincial de Protecção Civil, orientado pela governadora desta província, Joana Lina. Nove mil e 935 pessoas ficaram desalojadas, com a destruição total de 207 casas e mil e 780 de forma parcial. Ao longo deste período, segundo o documento, dez casas ficaram inundadas, tal como o Centro de Tratamento e Captação de Água junto ao rio Culimahãla, e a destruição de 46 escolas, 24 igrejas, 27 pontes, nove pontecos, entre outros danos.

Em consequência da chuva, registou-se igualmente o transbordo dos rios Culimahãla, Cunene e Queve, assim como a morte de 34 cabeças de gado bovino, por descargas eléctricas, a destruição de um centro de saúde, o surgimento de 38 ravinas e 329 casas ficaram em risco extremo de desabamento. Em breves palavras, a governadora Joana Lina instou os administradores municipais no sentido de aconselharem a população sobre as medidas de prevenção a ter, sobretudo contra as descargas eléctricas e todos outros males que, eventualmente, possam surgir quando estiver a chover.

No encontro, no qual participou, entre outras individualidades, o delegado do Ministério do Interior e comandante da Polícia Nacional, comissário Francisco Monteiro Ribas da Silva, decidiu-se a realização de um estudo para aquisição de pára-raios para instalação nas comunidades e instituições públicas e privadas, à luz do Decreto Presidencial nº 29/15, sobre a protecção obrigatória contra descargas eléctricas, para mitigar as consequências resultantes deste fenómeno.

De igual modo, foi orientada a catalogação de todas as residências construídas em zonas de risco e, ao mesmo tempo, deve-se reforçar a educação ambiental, assim como a realização de uma mega campanha de recolha de donativos para a reposição das condições alimentares e de habitabilidade dos cidadãos desalojados pelas chuvas. Situada no Planalto Central de Angola, com uma área de 35.771 quilómetros quadros, vivem na província do Huambo, cujo período chuvoso do ano dura, aproximadamente nove meses, de 15 de Agosto a 15 de Maio, dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, distribuídos em 11 municípios. Tem um clima tropical, com uma temperatura média de 20.2 °C, Dezembro é o mês mais quente do ano, enquanto em Agosto tem uma temperatura média de 18.2 °C, sendo a mais baixa do ano.

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