“Corrente do Bem” coloca mais de 500 crianças no sistema de ensino em Cacuaco

três escolinhas primárias no corredor da vila de Pungo Andongo, município de Cacuso, província de Malanje, foram inauguradas na Terça-feira e recebem mais de 500 crianças que estavam fora do sistema de ensino. Este é um projecto desenvolvido pela Biocom, através da campanha anual solidária denominada “Corrente do Bem”

A Companhia de Bioenergia (Biocom) e seus integrantes, anualmente realizam uma campanha solidária denominada “Corrente do Bem”, com apoio da comunidade, empresários e Governo da província de Malanje. A acção tem como objectivo erradicar o analfabetismo infantojuvenil na região e melhorar a qualidade de vida da comunidade. Neste particular, segundo o administrador do município de Casuso, Caetano da Rita Tinta, existe uma parceria entre o Governo de Malanje e a Biocom e desta resultou a construção e reabilitação de três escolas, entregues as comunidades residentes ao longo do corredor de Pungo Andongo.

A sua Administração presta o apoio institucional devido, pelo facto de a referida empresa ter mostrado ser idónea, sendo que, de acordo com o entrevistado, tem ajudado o Governo local a resolver vários problemas junto das comunidades, não apenas na vertente do ensino, mas também na área do desporto. Afirmou que o município têm registados mais de mil crianças fora do sistema de ensino, situação vivenciada devido à escassez de salas de aulas.

Com a inauguração das três escolinhas, o número (das necessidades) reduziu para metade. Segundo o administrador, o número de crianças fora do sistema escolar será ultrapassado, em função do programa da Administração, que consiste na construção e recuperação de salas de aulas, pelo que continuarão a trabalhar com a Biocom e outros parceiros. Por outra, a falta de professores é preocupação a nível do município, apesar de contar com ajuda da ADPP. Para o director-geral adjunto da Biocom, Luís Bagorro, a sua instituição está, no âmbito da responsabilidade social, decidida a realizar campanhas solidárias, no sentido de reduzir o índice de alfabetismo infanto-juvenil na região de Pungo Andongo.

O projecto é sustentado com doações, contribuições dos integrantes, que podem ser meios financeiros ou materiais diversos, quer seja de construção, quer em material didático. Em função do tipo de contribuição, todos participam, incluindo a comunidade local, o Governo, os empresários e os integrantes da Biocom, facto que lhe assegura afirmar que “hoje, os cidadãos estão a cumprir com o seu dever de cidadania, encontrando soluções locais sustentáveis”. Depois das três comunas beneficiadas, a próxima será a de Lutete, que também faz parte do corredor do Pungo Andongo. As crianças contempladas com as salas de aulas serão futuros potenciais funcionários da Biocom ou de outras empresas da região.

Recrutamento local do pessoal

Segundo Luís Bagorro, quando a sua instituição chegou a localidade, tomou conhecimento do índice elevado de analfabetismo, por isso viram a necessidade de se criar na comuna sede uma escola social de alfabetização, onde já foram instruídas mais de 1500 adultos e jovens.

A próxima campanha será direccionada às crianças. Para ultrapassar a situação da paralisação das aulas por falta ou ausência de professores, a Biocom e a ADPP procuram na comunidade pessoas com valências neste sector e oferecem formação para leccionar na comuna que vive. “A comunidade se encarrega da habitação e alimentação do professor”, frisou. Um dos agraciados é o professor Joaquim Francisco Viegas, de 22 anos, que nasceu e reside na comuna de Banza Andongo.

Joaquim foi cadastrado por uma equipa de trabalhadores da Biocom, junto com outros jovens que têm o I Ciclo do Ensino Secundário concluído, e beneficiou de duma formação para leccionar no ensino primário. Diz estar feliz porque na sua comunidade já tem uma escola do ensino primário, pelo facto, não verá mais os seus irmãos a percorrerem 12 a 14 quilómetros para terem acesso ao ensino, como anteriormente verificava. Seu colega é o professor estagiário da ADPP Nelito Cansange Sengue, de 20 anos, que foi formado para ensinar no ensino primário, mas por falta de alunos lecciona apenas da iniciação até a 2ª classe.

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