Dias de união

A disputa política pode ser feita de forma saudável. Não adianta o “vou explodir isto tudo”. De facto, as divergências também não são anuláveis só porque o país vive um momento mais complicado. Este ano de 2020, anunciado como de retoma, tendo “queimado” já três meses, o melhor é assumir que é mais um ano de crise, profunda. Se o surto do Coronavírus e suas implicações se estenderem até Junho, como se avança, isso significa que metade do ano terá sido perdida.

Na verdade, o ano económico terá sido perdido, particularmente no nosso caso. E com efeitos nos anos seguintes. O melhor a fazer nesta altura é apelar para que toda a sociedade dê as mãos. É preciso comunicar as dificuldades e as soluções pensadas. É preciso promover a busca conjunta por soluções. Este é daqueles momentos em que quem governa deve contar com todos e todos devem ajudar quem governa. Isto implica o fim do debate político? Não, claro, mas há que estabelecer uma espécie de princípios mínimos de união. O país enfrenta a ameaça do Cornonavírus, ficaria mal dirigentes dos partidos da Oposição entrarem nas campanhas do Ministério da Saúde para a divulgação dos cuidados preventivos? Acho que não.

O mercado mundial do petróleo está em queda, o preço do barril afundou e a procura arrefeceu mais ainda, em consequência da epidemia do Coronavíruis. Digamos que podemos ficar com o crude em mãos e sem comprador. Ficaria mal líderes da Oposição fazerem campanhas pela poupança e pela resiliência? Não. Fica mal o Governo propor ou aceitar tais “aproximações”? nada.

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