Energia e Águas: Ministro considera inadmissível comportamento de atendedores nos balcões de empresas do sector

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, exigiu “maior controlo” dos responsáveis a todos os funcionários encarregues da prestação de serviços ao público nos balcões das empresas do sector

Segundo o ministro, têm esta a chegar ao seu conhecimento reclamações legítimas de consumidores que se queixam da “má prestação de serviço” nos balcões das empresas sector, mormente no atendido ao público consumidor da electricidade e de água. “O funcionário que está a atender o cliente tem de saber que o salário dele sai daí, precisamente do trabalho que ele tem de desenvolver e no fim do mês devia avaliar se merece aquele salário”, referiiu o governante. Borges recordou a todos os prestadores de serviços do seu pelouro que “as pessoas mais importantes nas empresas não são os directores, nem os membros dos conselhos de administração, mas aquelas que atendem ao público, porque elas é que podem fazer com que quem lá vai fique com boa ou má impressão do serviço prestado”.

O ministro revelou que chegoulhe a conhecimento a caricata situação de um utente que, dirigindo-se a um balconista numa das empresas do sector, este pediu que o cliente aguardasse até que acabasse de ver um vídeo no canal yutube. João Baptista Borges referiu ainda que “começa a ser expressivo o volume de reclamações à volta do mau atendimento” e falta de comunicação das empresas. Concomitantemente, o ministro recomendou a melhoria da qualidade dos serviços prestados, principalmente em torno de reparações que ficam por terminar e os buracos resultantes de escavações para reparações que ficam abertos na via pública por tempo excessivo.

O ministro ressalta que com este conjunto de falhas a percepção que se tem do serviço prestado pelo sector é negativa, pelo que urge fazer-se mudanças radicais na atitude das equipas, na partilha de informação e recolha sistematizada das reclamações dos utentes, como, por exemplo, por via da disponibilização do livro de reclamações. João Baptista Borges advertiu os seus colaboradores quanto aos “dias difíceis” por vir com o fim dos subsídios e apelou para a urgente melhoria da arrecadação das empresas para fazer fase às necessidades do sector.

No 10.º Conselho Consultivo do ministério realizado na semana passada, em Lauca, ficou revelado que duas das empresas do pelouro tiveram resultantes opostos. A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) registou um aumento de 32% nas suas receitas liquidas em 2019 em comparação ao ano anterior, que foi apenas de 14%. O incremento representa uma arrecadação de 56 mil milhões de kwanzas. A melhoria da receita da ENDE é consequência de investimentos realizados, a implementação do novo tarifário e incremento do número de clientes.

A melhoria representa “redução no consumo de combustível para a produção de energia eléctrica, que em 2015 era de 1,4 mil milhões de metros cúbicos (m3) e em 2019 baixou para um consumo de apenas 539 milhões de m3. A EPAL continua aquém de um encaixe financeiro à dimensão da grandeza dos seus serviços, tendo fechado o ano de 2019 com uma média de arrecadação de pouco mais de 800 milhões de Kwanzas/mês

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