PRS considera prematuro falar em revisão do OGE 2020

o presidente do Partido de renovação Social (PrS), Benedito Daniel acredita que a queda no preço do petróleo não vai prevalecer por muito tempo, por isso considera prematuro falar-se de uma eventual revisão do OGE

A descida brusca do preço do petróleo e a recessão que a economia angolana vem registando, nos últimos tempos, tem suscitado inquietações sobre uma possível revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para ano económico de 2020. Nos últimos dias, o preço do petróleo reduziu significativamente, valendo menos de quarenta dólares, o que coloca o valor bastante abaixo da previsão inscrita no Orçamento Geral do Estado para este ano, que antevê um valor médio anual do petróleo nos 56 dólares por barril.

Sobre a possível revisão do OGE, o presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Benedito Daniel, acredita que a queda no preço do petróleo não vai prevalecer por muito tempo, por isso considera prematuro falar-se de uma eventual revisão do OGE. O político refere que ainda é cedo para se alarmar as coisas em torno de uma revisão do Orçamento Geral do Estado e alega que, se se fizer uma revisão do OGE, os angolanos estariam submetidos a uma vida insuportável em que a solução seria depender das ajudas internacionais. “Se o barril de petróleo descer mais ou menos até aos trinta dólares, por exemplo, e se o OGE vier a ser revisto, teria que se optar por um índice muito abaixo de trinta dólares.

E a nossa pergunta é: que serviços é que iam compensar para Angola um índice baixo de trinta dólares? Aí já não estaríamos mais em recessão, seria um caos. Essa é a razão pela qual achamos que temos que ter calma”, apelou. O também deputado sublinhou que não convém, para a maioria dos países produtores de petróleo, que essa queda prevaleça e acredita que num curto espaço de tempo esses países venham a renegociar para que as suas economias possam restabelecer-se. A Fitch piorou na semana passada o ‘rating’ de Angola devido à descida de preços e produção de petróleo e ao aumento da dívida pública, escrevendo que o país tem pouca margem orçamental para resistir a um choque.

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