Governador do Moxico defende exploração racional da madeira

Gonçalves Muandumba diz que a exploração da madeira na província que dirige deve ser feita por empresários licenciados por este sector, e que paguem impostos localmente

Falando em entrevista a um grupo de jornalistas no Luena, que recentemente visitou o Moxico, disse ser necessário que a província sinta o efeito e o impacto desta riqueza, de forma directa, mas tal não acontece. Gonçalves Mandumba disse haver empresários licenciados para explorar madeira na província, mas quem o fazem sem a observância de algumas normas, como é o caso de reflorestamento. Denunciou que, mais do que exploração desorganizada, a madeira está a ser delapidada por alguns empresários licenciados para o efeito, sendo que outros nem sequer conhecem onde fica o terreno.

“Esta é a grande preocupação, haver pessoas que partem com licenças de Luanda para explorar vários hectares de madeira, mas que não conhecem onde ficam”, reforçou. O governador prima por uma exploração racional e rentável, para que se proporcione emprego, sobretudo à juventude, sendo a maior franja que se debate com o desemprego nesta província, diz.

Repovoamento florestal

O mais alto mandatário da província defende que haja repovoamento florestal para a protecção da fauna e da flora, tendo em conta a sua importância, afirmando que esta prática não está a ser feita.
Negou que existam empresários ou exploradores ilegais de madeira, mas insiste que sejam observados todas as medidas cautelares para um melhor aproveitamento desta riqueza.

Vias de comunicação

Muandumba, que dirige uma província que considerou “desafiante”, tendo em conta a sua localização geográfica, a mil e 314 quilómetros de Luanda, a capital do país, diz que o desenvolvimento do Moxico passa pela construção e/ou melhoramento das estradas. Com 223 mil quilómetros quadrados, quase 20 por cento do território nacional, e com uma confluência de vários grupos étnicos (luvale, mbunda, lunda mbunda, cokwe, nganguela, e outros), o governante diz que as vias estão degradadas e impedem a circulação de pessoas e mercadorias.

“Desde o tempo colonial, o Moxico foi palco de guerras até à assinatura dos Acordos de Paz, a 4 de Abril de 2002”, justificou o governante, para quem melhores dias virão com a entrada das empreitadas do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM). Com a implementação deste programa, de iniciativa presidencial, Muandumba acredita que os municípios e a capital da província estarão interligados, e começar-se-á uma nova vida nos municípios.

Diálogo aberto

Na conversa, no Palácio do Governo, Muandumba, que dirige um território com quase um milhão de habitantes, informou aos jornalistas que o novo paradigma do seu consulado é de “diálogo aberto” para melhor se perceber as preocupações e procurar as possíveis soluções. O governante diz que faz uma governação aberta, através do Conselho de Auscultação e Concertação Social(CACS), integrado por directores provinciais, administradores municipais, partidos políticos e membros de associações cívicas.

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