Poeta Arnaldo Santos é homenageado hoje na UEA

A reverência a Arnaldo Santos passará por depoimentos de familiares, escritores e amigos, declamação de poesia e trova pelo grupo musical Raízes, entre outras actividades

O poeta, escritor, jornalista e cronista Arnaldo Santos será homenageado esta tarde na sede da União dos Escritores Angolanos, em Luanda. A actividade, inserida no ciclo de homenagens à Históricos da Literatura Angolana, marca igualmente a celebração do 85º Aniversário do escritor, a assinar-se amanhã, Sábado. A reverência a Arnaldo Santos passará por depoimentos de familiares, escritores e amigos, declamação de poesia e trova pelo grupo musical Raízes.

O evento contará com a participação de estudantes universitários, professores, jornalistas, escritores e amantes da nossa literatura. O programa inclui ainda uma exposição fotográfica e venda de livros de Arnaldo Santos e de outros autores. Arnaldo Moreira dos Santos, nascido a 14 de Março de 1935, no bairro da Ingombota em Luanda, fez os estudos primários e secundários nesta cidade, findos os quais, começou a sua actividade profissional na Função Pública.

Mantendo, desde sempre, uma íntima relação com a cultura, integrou, nos anos 50, a plêiade “Grupo de Cultura”. Fascinado pelo jornalismo, Arnaldo Santos foi chefe de Redacção da Revista Novembro e colaborador e director do Jornal de Angola. Na década de 60, colaborou na Revista Cultura, na ABC e na Revista dos Estudantes da Casa do Império denominada Mensagem. Anos após a Independência Nacional, dirigiu o INALD (Instituto Nacional do Livro e do Disco) e o IAC (Instituto Angolano do Cinema).

Viveu a infância e a adolescência no conhecido bairro do Quinaxixi, espaço de germinação de muita da sua criação literária. Cinco anos depois da publicação do seu primeiro livro de poemas Fuga, editou, em 1965, o seu primeiro livro de contos, simbolicamente “baptizado” com o nome de Quinaxixe. Em 1968 editou um livro de crónicas, Tempo de Munhungo, que ganhou o Prémio Mota Veiga, atribuído em Luanda nos anos 60 e 70.

Depois de um período sem editar, Arnaldo Santos publicou em 1977, já depois da Independência do país do jogo colonial português, o livro de poesia Poemas no Tempo e outro em prosa Kinaxixi e outras prosas. Nove anos depois, retomou a criação narrativa, lançando um outro livro de contos, intitulado Na Mbanga do Miranda. No ano seguinte, isto é, em 1987, novos textos poéticos foram publicados sob o título Nova Memória da Terra e dos Homens.

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