Presidente da república suspende deslocação de governantes por causa do Covid-19 angoP

O Presidente da República, João lourenço, suspendeu as deslocações, em missão de serviço ao exterior, dos membros da função executiva da administração Central e local do estado

De acordo com um comunicado do Chefe de Estado, tornado público ontem, essa medida está associada ao facto de a Organização Mundial da Saúde ter declarado como pandemia a infecção causada pelo vírus COVID-19, associada a elevada taxa de mortalidade e o seu impacto social e económico negativo em todo o mundo. A decisão, segundo a Casa Civil do Presidente da República, surge da necessidade de adopção de medidas de contigência para se evitar a importação de casos e salvaguardar a saúde da população em geral.

“O Presidente da república autorizará excepcionalmente a saída dos membros da função executiva referidos no número anterior, quando os interesses do estado assim o justificarem”, lê-se ainda no documento.

Executivo reforça medidas

Em declarações à imprensa, o secretário de Estado para a Área de Saúde Pública, Franco Mufinda, garantiu, na Quarta-feira, que o Executivo angolano vai reforçar, nos próximos dias, as medidas de prevenção e de vigilância epidemiológica e sanitária nas zonas fronteiriças, devido à expansão do número de casos do coronavírus (COVID-19) no mundo. Franco Mufinda apontou as fronteiras das regiões Norte e Leste como as que mais vão merecer a atenção do Governo, por causa do surgimento do primeiro caso de COVID-19 na República Democrática do Congo (RDC).

Em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), o dirigente afirmou que as medidas de prevenção passam, essencialmente, pela disseminação de informações úteis, como a lavagem e desinfestação frequente das mãos, tapar a boca ao tossir ou espirrar, bem como evitar o aperto das mãos no acto das saudações e aglomerações de pessoas nos eventos.

Advogou também a necessidade de se reforçar a vigilância sanitária nos aeroportos e portos, face ao aumento do número de casos nos países de maior proximidade geográfica e histórica com Angola, como Portugal e a África do Sul. Na ocasião, apontou o adiamento da vinda de um navio cruzeiro de turistas a Angola como uma das medidas preventivas que o Governo adoptou, enquanto permanecer a situação de alerta mundial. Além desse navio, que tinha a previsão de chegar a Angola (Namibe-Benguela-Luanda) no dia 26 deste mês, Franco Mufinda disse que a medida de restrição vai abranger os demais turistas vindos de países com maior índice de casos de Coronavírus.

Angola continua sem registo de caso positivo do novo Coronavírus, enquanto a RDC, Côte d’Ivoire, Camarões, Senegal, Togo, Egipto, Tunísia, Argélia, Marrocos, Burkina Faso, Nigéria e África do Sul são os países africanos afectados pela pandemia. Na Quarta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o COVID-19 como uma pandemia, por atingir uma dimensão intercontinental e expandir-se rapidamente para quase todos os países do mundo, causando milhares de mortes.

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