Centenas de cidadãos na feira do rim em nome do bem-estar

O Instituto nacional do rim, em parceria com o gabinete Provincial da Saúde, promoveu, na Quinta- feira, 12, na zona B, em Benguela, uma feira da saúde visando saudar o 12 de Março, dia Mundial do rim, tendo registado uma adesão significativa

Não tendo um dia de comemoração fixo, o Dia Internacional do Rim se celebra sempre na segunda semana do mês de Março. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde definiu o 12 de Março para as celebrações. Para saudar a data, o Instituto Nacional do Rim juntou, na populosa Zona B, médicos de várias especialidades, entre angolanos e cubanos, que prestaram consultas grátis de urologia, nutrição, ecografia, clínica-geral, além de testagem de malária a cidadãos que acorreram ao bairro do Casseke tão logo se aperceberam da realização da feira. De um lado, houve quem louvasse a iniciativa, porquanto tem sido difícil consultar médicos de muitas daquelas especialidades em hospitais públicos.

Em clínicas privadas ficam bastante onerosas, louvando, assim, os gestos do Instituto do Rim. Do outro, estavam aqueles que se queixavam da falta de medicamentos na feira. Apesar desta condicionante, no final das consultas os pacientes faziam votos de que actividades dessa natureza não se resumissem apenas aos dias do rim, mas que houvesse mais iniciativas, porque o quadro dos hospitais é descrito como sendo lamentável. “Fui bem atendido”, assinala o senhor Geraldo Catala, na casa dos 60 anos. “Era bom se fosse todas as semanas assim. É uma grande vantagem…é de borla”, considerou Francisco José, depois de se ter sujeitado a uma consulta dos rins, tendo aproveitado, na mesma ocasião, os microfones da imprensa para tecer elogios à equipa médica criteriosamente selecionada para a feira.

Ultimamente, dona Rita Vita se tem queixado de muitas dores nas costas. Quando se apercebeu da feira, paralisou as suas actividades domésticas para se consultar. “Quando ouvi que há feira, vim para aqui, para fazer consulta no rim”, disse. O responsável do Centro de Hemodiálise de Benguela, nefrologista Alcides Tomás, justificou que, com a realização da feira, se pretende contribuir para a redução do impacto da doença renal crónica. Para se ter uma ideia, diz o especialista, no mundo há cerca de 800 milhões de pessoas que vivem com a doença. A nível da realidade nacional angolana, os números apontam para 1600 casos, 200 dos quais registados em Benguela.“Quando o rim deixa de funcionar não acaba ficando simplesmente de forma isolada, há vários outros órgãos: afecta o sangue, o aparelho urinário, entre outro…”, daí terem prestado consultas em outras especialidades, que são os principais factores de risco para a doença renal.

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