Estamos preparados? Como?

Se Cuba diz-se pronta a exportar o seu medicamento que ajuda na cura do Covid-19; se a China já enviou técnicos para ajudar os italianos na sua luta contra o vírus, então devemos pensar bem nas estratégias a adoptar em Angola, com as nossas particularidades que não se resolvem só com o discurso, como é, infelizmente, o mau hábito que se enraizou. Não dá para bater um “jajão”, cantiga de “vivo” aqui não pega, muito menos a coacção política arrogante. O assunto é sério e as suas proporções alarmantes.

Então, seria bom que as autoridades nos dissessem como estão, efectivamente, preparadas para a ameaça. Dois centros em Luanda não servem para nada num país tão grande. Aliás, ninguém pode determinar que um eventual surto se limite a Luanda. E o resto do país? É preciso comunicar, sobretudo para a prevenção, claro. Há que incutir nos angolanos uma prontidão para manter o vírus fora de Angola. Por outro lado, seria bom que se soubesse como está a ser preparado o pessoal médico, com quem se conta, incluindo estudantes de medicina e de enfermagem.

Se o vírus não chegar ao país, tanto melhor, conhecimento não ocupa lugar. Este tipo de informação, sobre o quão preparado está o país para o caso de o perigo nos bater a porta, é muito importante e tem um feito muito positivo nas pessoas. Portanto, seria bom que à informação que vem sendo prestada se juntasse também esta. E das insuficiências também, claro, para que as pessoas ajam responsavelmente.

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