Carta do leitor: Feira do Sequele

Estimado director José Kaliengue, saudações! Sou residente da centralidade do Sequele, no Bloco 3, em Cacuaco, há mais ou menos 5 anos. Durante algum tempo tivemos um mercado que ainda existe, que foi durante muito tempo o espaço que servia para compras, bem como para lazer, face às roulottes que aí havia, enquanto as lojas não fossem abertas. Por uma questão de organização e bom aspecto da cidade, depois da movimentação das lojas, foram retiradas as roulottes para uma outra zona adjacente à cidade, depois de ter estado durante muito tempo no fi m do asfalto, hoje entrada principal de um novo bairro denominado “Maye-Mayé”. Até aqui tudo bem.

O que me faz escrever esta missiva é precisamente pelo nascimento de uma “suposta” feira que além de dar uma má vista para quem entra no Sequele, é o barulho, a confusão e tantas outras coisas precisamente nesta primeira rua do Sequele, a chamada 9. Isso por um lado, por outro, é que se trata-se de uma feira, ela devia ter objetivo e tempo determinado para o seu encerramento. Ou seja, é normal que haja feiras, mas elas devem ser sazonais.

Não pode ser por tempo indeterminado. E o mais grave ainda, são as condições de acesso para quem queira ser feirante. É uma autêntica negociata, uma vez que o negócio foi entregue a uma entidade privada sem que houvesse algum critério para sua responsabilização. E ainda, vende tendas que iniciamente rondavam os 15 mil Kwanzas, hoje são 30 mil Kwanzas e só podem ser adquiridas das “mãos” desta fi gura (empreendedor local-Carbura Service), que ao bem da transparência e boa governação as receitas de 1000 mil Kwanzas diários, deviam reverte-se a favor do Estado, o que pago para ver se tal acontece.
Obrigado.

Lucinda da Piedade Vieira Dias

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