Coronavírus condiciona repatriamento de refugiados da RDC

A ofi cial das Relações exteriores do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Juliana Ghazi informou, ontem, que o processo de repatriamento voluntário de refugiados da República Democrática do Congo foi novamente interrompido devido às agitações em torno do novo Coronavírus e o mau estado das estradas causado pelas chuvas

O processo de repatriamento voluntário de refugiados da República Democrática do Congo (RDC) retomou no dia 10 do mês de Fevereiro, depois da sua paralisação em Dezembro do ano passado. Mas, nos últimos dias, teve que ser novamente interrompido, por causa dos danos que a chuva causou nas estradas e as agitações em torno do Novo Coronavirus, revelou ao OPAÍS a ofi cial das Relações Exteriores do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Juliana Ghazi De acordo com a oficial, o processo será retomado quando forem feitas obras de reparação nas estradas e com o abrandamento da situação da pandemia do novo Coronavírus.

“Com o novo Coronavírus muita coisa mudou. Se houverem casos confi rmados na RDC, isso impediria o repatriamento, porque nós queremos que os refugiados retornem em segurança. Se houver casos confi rmados vamos esperar até que a situação esteja propícia para eles”, disse a ofi cial. No mês de Fevereiro foram liberados dois comboios em direcção a fronteira de Tchikolondo/Kalamba Mbuji, Kasai Central, com 322 refugiados. No reassentamento do Lóvua, na província da Lunda-Norte, encontram-se cerca de 850 refugiados que manifestaram a intenção de regressar para a RDC. A ofi cial referiu que o Governo angolano, como parceiro do ACNUR, vai trabalhar para integrar localmente os quatro mil refugiados que manifestaram a intenção de permanecer em Angola, tendo dito ainda que muitos desses refugiados já se sentem bem instalados e desenvolvem algumas actividades para a sua sobrevivência.

Por outro lado, Juliana Ghazi salientou que aos refugiados que até ao momento se encontram sem documentação regularizada, o ACNUR está a trabalhar com o Serviço de Migração e Estrangeiro (SME) no sentido de revisar e actualizar os seus documentos. Desde que o processo iniciou, em Outubro do ano passado, o ACNUR já repatriou para a RDC cerca de três mil e 52 refugiados.

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