Ensino à distância: Alívio para muitos

As modalidades de ensino à distância e semi-presencial são praticadas em todo o mundo, merecendo em certas regiões o incentivo e patrocínio de departamentos das Nações Unidas, como a UNESCO, que as usam como via de “democratização e massificação do acesso ao Ensino Superior

Apesar da inexistência de lei específica, ambas modalidades sempre foram válidas no contexto angolano, tendo em conta que vêm mencionadas como formas de ministração do processo de ensino e aprendizagem na Lei de Bases da Educação vigente no país. No mesmo diploma o legislador remetia para lei específica a regulação das duas novas modalidades, o que não tinha sido feito até agora. Entretanto, uma série de estudantes angolanos aproveitou a “facilidade e acessibilidade no que tange a custos” para prosseguir as suas formações.

Em tempos mais recuados a modalidade de ensino à distância foi amplamente usada, particularmente para cursos técnicos com recursos a meios que hoje podem ser considerados rudimentares: a carta, via correios. No mais recente “instaurouse” uma crise no seio da população estudantil, quando sem explicação plausível o departamento reitor do Ensino Superior no país decidiu unilateralmente não validar qualquer diploma obtido nas duas modalidades.

Na altura, já umas boas dezenas de estudantes tinham obtido as suas graduações, algumas delas com o beneplácito de instituições legais angolanas. De lá para cá, os estudos nas duas modalidades reduziram, mas não deixaram de existir, principalmente para pessoas que fizeram como escolha continuar o seu processo de aquisição de conhecimentos não se importando com a validação dos diplomas. Espera-se por uma avalanche de diplomas para reconhecimento no INAAREES nos próximos tempos com a publicação da presente lei, assim como acredita-se que muitas instituições estrangeiras com fortes contactos no mercado angolano venham a requerer credenciamento dos seus cursos e ou licenciamento para início de actividade.

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