Do comprimissio para que compromisso?

Em alguns alunos, vá, em muitos, a mudança constante de escola tem implicações negativas no seu aproveitamento, tal como a mudança constante de professores. Eu acho que a mudança constante de ministros da Educação obstrui ainda mais a única saída que este país tem para o desenvolvimento. Se é o desenvolvimento que se pretende. De uma vez por todas, o Governo tem que definir o que pretende com a educação. Muita gente festejou a saída da ministra Paula Elias, claramente um erro de casting para a pasta que ocupou, poderia até ser boa noutra pasta. Eu não sei se ela arrastou consigo o ministro Jesus, ou se na queda deste aproveitou-se para empurrar já a da Educação, um bom pretexto para ir também. Por que caiu Jesus? Se é pelos quinhentos mil postos de trabalho, a culpa não é dele.

Em breve saberemos, aliás, alguns canais oficiosos mas bem alimentados de conteúdo “oficial”, já vão fazendo o seu trabalho. Um método que também terá as suas contas para ajustar no futuro, seguramente. Agora temos a Dra. Luísa Grilo, na Educação. Senhora respeitada e que conhece muito bem a casa. Mas eu tenho aqui uma “borbulha”: há anos ouvi-a a abordar, num programar rádio, a oferta educativa ligando-a às regras do mercado, fiquei com a ideia de ela simpatizar (em demasia, para mim) com o ensino privado, ou de ter alguém próximo eventualmente no negócio. Se assim for, ela deve assumi-lo publicamente de imediato, ou o Presidente terá novos problemas nesta área em pouco tempo.

Mas também pode ser que da sua experiência ma educação (ainda que fosse no ramo privado) traga soluções pedagógicas e administrativas inovadoras, talvez até novas teorias, para a educação pública, que deve ser gratuita e de alta qualidade para todos. Esta área é a verdadeira galinha dos ovos de ouro do país, só a miopia metal não deixa os que mandam ver. Atenção: os ministros da Educação devem ter como missão tornar a escola pública melhor do que a privada.

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