Responsável quer institucionalizar figura do intérprete gestual

O chefe do departamento de Educação Especial Inclusiva do Gabinete Provincial da Educação na huíla, Bartolomeu da Silva, defendeu, ontem, Terça-feira, no Lubango, a necessidade da institucionalização da fi gura do intérprete e tradutor língua gestual nas instituições públicas e privadas do país

Em declarações à Angop, o gestor afirmou que a província tem 10 tradutores de língua gestual que com os desafios da inclusão escolar e social, são insuficientes. Disse que a figura do intérprete gestual contribuirá para melhorar a comunicação com as pessoas com limitações auditivas e orais, no âmbito da inclusão social. “Vamos promover uma formação provincial de intérpretes e tradutores da língua gestual, duranate um mês, para as instituições públicas que lidam com cidadãos que precisam do serviço, para além de escolas”, acrescentou.

A instituição pretende realizar formações permanentes sobre educação inclusiva nos municípios de Quilengues, Cacula, Caluquembee, Caconda e Chicomba, com a divulgação dos diplomas que regulam a educação especial na temática inclusiva. A formação dos professores e gestores escolares em matéria de metodologia e didáctica da educação especial, assim como redimensionar o complexo escolar de ensino especial do Lubango em núcleo de apoio a inclusão consta também nos objectivos da instituição.

Bartolomeu da Silva informou a perspectiva de se realizar um colóquio provincial em Junho ou Julho para debater a problemática da língua gestual angolana e o sistema Braille, assim como um seminário metodológico de educação especial inclusiva. O departamento controla três mil alunos com diferentes necessidades especiais, entre deficiência visual, intelectual, auditiva, motora, física matriculados em 192 escolas, num universo de duas mil escolas existentes na província. O departamento tem como objectivo apoiar e supervisionar o processo de inclusão escolar, no âmbito da inclusão social.

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