CASA-CE promete pronunciar-se sobre saída de Nelson Francisco da coligação

Na próxima semana, a direcção interina da Juventude Patriótica de Angola (JPA), braço juvenil desta força política, virá a terreiro para explicar a saída “precipitada” do seu ex-secretário executivo nacional

O vice-presidente da CASA-CE para questões políticas, Manuel Fernandes, minimizou a saída de dois membros da direcção, o secretário nacional executivo para a Juventude Patriótica de Angola (JPA), Nelson Miguel Francisco, e o político e empresário José (Zé) Víctor, que acusaram a direcção desta força política de má gestão. Reagindo às declarações, Manuel Fernandes minimizou todas as acusações contra a direcção, sobretudo as que têm a ver com a gestão financeira, afirmando não corresponderem à verdade. Em conferência de imprensa, realizada em Luanda, Nelson Francisco e José Victor denunciaram a existência de má gestão no seio da coligação, tendo acusado os quatro vice-presidentes de uso indevido de dinheiro desta força política coligada.

Em conversa com este jornal, ontem, o político informou que Nelson Francisco abandonou a coligação e o seu cargo para evitar um processo interno decorrente de um abaixo assinado remetido ao colégio presidencial, órgão deliberativo desta coligação, pelos seus principais colaboradores. Manuel Fernandes disse que Nelson Francisco devia ser humilde e esperar que os assuntos internos se resolvam internamente, como é o caso do processo que lhe foi movido, mas “como optou por via essa via, é também por esta onde deve ser respondido”, disse.

O responsável acrescentou que o secretário da JPA demissionário está a “ser injusto e desonesto consigo mesmo”, anunciando que, nos próximos dias, a direcção interina desta juventude vai pronunciar-se sobre Nelson Francisco. No abaixo assinado, contra Nelson Francisco pendem acusações de mau relacionamento, arrogância, e uso indevido de fundos atribuídos pela coligação para a comemoração do dia do patrono da JPA.

Ainda sobre as acusações de má gestão, Manuel Fernandes reforçou que é uma manobra de diversão para despistar a opinião pública, sobretudo os militantes, avançando que a CASA-CE está bem, sem quaisquer problemas de gestão financeira. “Não havendo esse problema, não vamos falar deste assunto para não perdemos tempo”, sublinhou, reafirmando que ameaças de possíveis saídas de mais militantes, anunciadas pelos dois demissionários, “não passam de um falso alarme”, explicando que a coligação está em franco crescimento.

Aliás, para o político, na CASACE os “militantes têm a liberdade de entrar e sair quando quiserem”, justificando ser uma decisão normal num Estado democrático e de direito. No que concerne ao político e empresário José (Zé) Victor, Manuel Fernandes informou que a sua saída “não vai criar fissuras e nem abalar a estrutura”, realçando que não fazia parte do colégio presidencial e nem do secretariado executivo nacional.

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