Casos de violência doméstica reduzem no primeiro trimestre

Oitenta e quatro casos de violência doméstica foram notificados de Janeiro a Fevereiro deste ano, contra 174 diagnosticado no período homólogo de 2019, nos 11 municípios da província do Huambo, segundo a Angop

Estes dados foram avançados ontem, Quinta-feira, pelo director em exercício do gabinete da Acção Social, Família e Igualdade de Género da província do Huambo, Albino Fonseca Lumingo, à margem da palestra sobre “Relação Pais e Filho num Mundo Globalizado”, enquadrado nas comemorações do dia do Pai, celebrado a 19 de Março. Acrescentou que os casos de violência doméstica registados nos dois últimos meses estão relacionados com a fuga a paternidade, abandono familiar, agressão física e moral, assim como a falta de prestação de alimentos aos menores devido ao incumprimento dos pais.

Desta cifra, Albino Fonseca Lumingo explicou que 50% dos casos da violência doméstica diagnosticados prendem-se com o abandono familiar em consequência da paternidade irresponsável. No entanto, justificou que esta redução de casos deve-se aos trabalhos de sensibilização contra a violência doméstica nas comunidades e a divulgação constante da legislação angolana para melhorar a visão da cultura jurídica. Por sua vez, o vice-governador do Huambo para o sector Político, Social e Económico, José Cornélio, manifestou a necessidade de se fortalecer os laços familiares e o respeito pelos progenitores, bem como promover a solidariedade familiar para a educação das crianças. “O conceito de família em nossos costumes não se circunscreve à familiar nuclear na responsabilidade de criar e educar crianças/ jovens. É necessária a solidariedade familiar em que os pais e tios devem merecer o reconhecimento de todos “, frisou.

Necessidade de combate da paternidade irresponsável

Na ocasião, o pastor da Igreja Evangélica Congregacional em Angola (IECA), o reverendo Adelino Timóteo Mateus, alertou para a necessidade de se fomentar programas de combate à paternidade irresponsável para construir comunidades comprometidas com o bem-estar. Apontou a existências de pais descomprometidos com a causa dos filhos nos lares que muitas vezes provocam desconfortos e sofrimentos para as crianças com necessidades de assistências nos domínios dos económico, educação, saúde, assim como o melhoramento das suas condições de vida.

“Temos pais alcoólatras, ausentes nos lares e incoerentes no exercício disciplinar dos filhos. Nesta era globalizada é frequente achar pais descartáveis e sem perfil para assumir as exigências paternalistas”, dissertou. Terminou lançando recomendações voltadas ao “treinamento” dos filhos e a constituição de pais firmes mais comprometidos com as exigências dos petizes através de demonstrações de bons exemplos e testemunho de vida que possa “edificar” uma personalidade aceite nas comunidades associada aos princípios humanos.

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