Segundo lote de gado proveniente do Chade chega na próxima semana

Mil e 170 cabeças de gado oriundas do Chade encontram-se em quarentena na quiminha, província de luanda. E na próxima semana chega o segundo lote

O director-geral do Instituto dos Serviços Veterinário, Ditutala Lucas, avançou que o gado que chegou no último Domingo, 15, está em período de quarenta na Quiminha, de modo a fazer-se análises laboratoriais e saber-se o estado sanitário dos animais. O principal objectivo é o repovoamento bovino do país, principalmente do Planalto de Camabatela, que é um potencial adormecido.

Questionado sobre o mau estado físico dos animais, o responsável referiu ser normal, porque percorreram uma distância de aproximadamente dois mil quilómetros. Por outro lado, o país optou pela importação de gado jovem, de 1 a 2 anos de vida. Sobre as normas de segurança accionadas no país ante a pandemia do Covid-19, Ditutala Lucas acredita que o segundo lote não será afectado pelas medidas, por tratar-se de um navio de carga, embora os tripulantes não possam sair dos barcos. “No total, Angola vai receber 75 mil cabeças de gado nos termos de um acordo alcançado entre os governos de Angola e do Chade, país que se comprometeu a pagar uma dívida de USD 100 milhões contraída em 2017.

Na próxima semana chega o segundo lote. Caso não haja medidas de restrições com a carga”, explicou. Numa primeira fase, o gado vai repovoar o Planalto de Camabatela, que compreende os municípios de Ambaca e Samba Caju (Cuanza-Norte), Cacuso, Calandula e Cahombo (Malanje), Negage, Puri, Bungo, Alto Cawale, Cangola e Damba, província do Uíge. Logo depois as demais províncias também serão beneficiadas. Para Ditutala Lucas, o maior problema do gado em Angola consiste na gestão, para fazer crescer o repovoamento. Ressaltando que, pelo menos 80% do gado é propriedade da população que está desprovida de determinados conhecimentos para tornar rentável este potencial bovino.

O responsável referiu que nos próximos cinco anos o país poderá diminuir a importação de carne e dos seus derivados. Actualmente, o país gasta cerca um bilhão de dólares com a importação de carne. Por sua vez, um produtor de gado que preferiu não ser identificado enalteceu a iniciativa do Executivo no repovoamento do gado bovino no país. Para ele, o período de quarentena é importante, porque vai servir para recuperar o estado físico do gado. “Penso que depois do gado estar liberado dos exames sanitários os produtores vão poder receber os animais para aumentar os efectivos, explica.

Este primeiro lote, com mais de um milhar de cabeças de gado, vai ser acrescido de novos carregamentos até se perfazer os 4500 efectivos bovinos previstos para a primeira fase, estando previsto que o navio LSS SUCCESS de transporte de gado escale o porto de Luanda mais três vezes.

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