Soiadubo duplica produção para 80 mil toneladas/dia

A fábrica de adubo orgânico “Soiadubo”, no município do longonjo, 64 quilómetros da cidade do Huambo, vai, este ano, duplicar a sua actual capacidade de produção de 80 mil toneladas/dia para 160 mil, com o objectivo de exportar o excedente aos países vizinhos

A informação foi avançada à imprensa, ontem, Quinta-feira, pelo chefe de produção da unidade fabril, António Cassinda, salientando que o aumento da capacidade instalada visa, sobretudo, abastecer as 18 províncias de Angola, que constituem o principal destino do produto, bem como fornecer ao mercado externo. Por este facto, de acordo com o responsável, nos últimos meses tem havido uma maior disponibilidade de fertilizante nos postos e mercados fronteiriços do país, como forma de dar a conhecer aos agricultores desses países a existência do produto.

António Cassinda acrescentou que países como a Zâmbia e Namíbia já mostraram intenção de introduzir o adubo do Longonjo no leque dos insumos para a actividade agrícola. Nesta conformidade, referiu que, em Agosto de 2019, um grupo de empresários de comercialização de adubos destes dois países esteve na fábrica para tomar contacto com a produção dos fertilizantes. Acrescentou que depois da visita de constatação os empresários levaram uma amostra para ser testada nos laboratórios locais, com o objectivo de verem o nível de adequação às suas terras. Quanto ao funcionamento da unidade fabril, considerou normal, apesar de apontar a aquisição de peças sobressalentes, a partir do exterior, como o principal constrangimento, devido à escassez de divisas.

Em funcionamento desde 2013, a fábrica produz fertilizante agrícola à base de excremento de gado bovino, capim e cevada, com a finalidade específica de dar mais dinâmica ao sector da agricultura. Para além de fazer crescer as plantas, o adubo orgânico, que se diferencia do químico em função dos seus resultados que são notados apenas durante um período mínimo de dois anos, enriquece igualmente os solos, através da recuperação dos seus ácidos, que podem se degradar através da constante actividade agrícola, com as chuvas e queimadas anárquicas.

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