UNITA reconhece ganhos regionais da Batalha do Cuito Cuanavale

A UNITA, maior partido na Oposição em Angola, considerou nesta Quinta-feira, em Luanda, que a grandeza da Batalha do Cuito Cuanavale reside nos ganhos políticas que produziu, pois permitiu a aplicação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU.

A referida resolução do Conselho de Segurança da ONU culminou com a Independência da Namíbia e a queda do Apartheid na África do Sul. Ao falar em conferência de imprensa, o secretário nacional da UNITA para os Antigos Combatentes, Kamalata Numa, sublinhou que a resolução 435/78 abriu caminho para a paz em Angola, mas discorda da atribuição do 23 de Março de 1988, data da batalha, como dia de ”Libertação da África Austral”.

Em Agosto de 2018, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), organização regional que Angola integra, aprovou o 23 de Março de 1988 como feriado, para assinalar o início da paz na região. Segundo político, a batalha em que as FAPLA (então exercito regular de Angola) e militares cubanos impuseram-se ao exército do antigo regime do Apartheid sul-africano, que invadiu Angola a partir desta região sudeste do país, foi “uma ficção”.

Durante a batalha do Cuito Cuanavale, a superioridade alcançada pelas ex-FAPLA no campo de batalha fez com que o regime do Apartheid, temendo uma derrota mais pesada, aceitasse a assinatura dos Acordos de Nova Iorque, que deram origem à implementação da resolução 435/78 do Conselho de Segurança da ONU. Na conferência de imprensa sobre o 23 de Março, Kamalata Numa referiu que entre as várias batalhas ocorridas em Angola, pós-Independência, e que visaram a libertação dos povos da África Austral, a mais importante foi a denominada “Lomba87”. A propósito, o general na reserva saudou os protagonistas da batalha de “Lomba87” e do Cuito Cuanavale.

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