Coronavírus condiciona Congresso da LIMA

As três concorrentes à liderança da LIMA, organização feminina da UNITA, alegam que suspenderam as suas campanhas eleitorais, acatando as orientações preventivas da pandemia do Coronavírus, que proíbem o contacto com aglomerados

A actual presidente da LIMA, Helena Bonguela Abel, disse, ontem, em entrevista a OPAÍS, que devido à pandemia do novo Coronavírus, a realização do IV Congresso Ordinário daquela organização, prevista para os dias 1, 2 e 3 de Abril do ano em curso, fica condicionada e adiada por tempo indeterminado. Helena Bonguela, que concorre para mais um mandato de quatro anos, abriu a sua campanha no dia 03 de Março, tendo percorrido já algumas províncias do país, onde manteve contacto com o eleitorado, até ao momento da suspensão de todas as actividades de massa por causa da pandemia.

A responsável referiu que actualmente a sua agenda prossegue, mas desenvolvendo os trabalhos via online e por telefone. Caso venha a ser reeleita para um novo mandato, a candidata avançou que pretende continuar a potenciar as mulheres, não só as filiadas na LIMA, mas também as outras mulheres da sociedade. Potenciá-las na conquista dos seus direitos e fazer com que surjam mais mulheres nos lugares de decisão a nível de todas as direções.

“Gostaríamos que os nossos esforços fossem virados às outras forças políticas que lutam para a conquista dos direitos das mulheres. Vamos, ainda, no nosso programa, abraçar o estrato juvenil, queremos trabalhar mais com os jovens, acompanhar a jovem mulher na conquista dos seus direitos e do seu lugar na sociedade”, disse. Sublinhou que o seu programa inclui também o empoderamento da mulher em termos económicos, político e social, tudo isso passando por uma formação técnico-profissional, que visa intensificar os programas de alfabetização a nível das comunidades e pretende que a campanha de alfabetização venha a ser traduzida nas línguas nacionais.

“Queremos fazer da solidariedade a marca da LIMA. Vamos desenvolver acções de solidariedade para as camadas mais necessitadas, sabemos que em Angola as mulheres são as que mais lutam para sobreviver, por isso, é preciso que haja junto da comunidade alguém que acompanhe e ensine, por exemplo, as técnicas de cultivo da terra”, acrescentou.

Helena Bonguela considera que a realização do IV Congresso Ordinário da LIMA demonstra o exercício da democracia interna. As concorrentes Manuela dos Prazeres e Domingas Ndjungulo defendem nos seus programas novo dinamismo dentro da organização. Caso vençam a eleição, afirmam que pretendem ter uma LIMA mais criativa e mais interactiva.

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