Ministério da Cultura suspende cultos religiosos

O Ministério da Cultura emitiu um comunicado que suspende, a contar do dia de ontem, 21 de Março, todos os cultos religiosos, concentrações de fé, milagre, os espetáculos e divertimentos públicos, por um período de 15 dias, prorrogáveis por igual período, se não houver disposição em contrário, em função do comportamento global da pandemia Covid-19.

O comunicado assinado pela ministra da cultura, Maria Piedade de Jesus, surge numa altura em que algumas confissões religiosas haviam anunciado que não iriam parar de cultuar, pelo que mudariam para dois ou mais cultos, com menos de 200 pessoas cada, tal como estabelecia o Decreto Presidencial Provisório nº1/20, de 18 Março.

A União Nordeste de Angola da Igreja Adventista do Sétimo Dia emitiu um comunicado, ontem, no qual diz que “considerando a necessidade de reforçar as medidas de prevenção diante da confirmação dos dois (2) primeiros casos positivos do Covid-19, pelo Ministério da Saúde, orienta o encerramento imediato dos templos, por medidas de segurança, em cumprimento das orientações do Governo Angolano”.

Esta igreja, na sua página do facebook, orientou os membros a manterem a calma e a realizarem os cultos em casa, continuando a seguir as medidas de prevenção.No mesmo diapasão alinhou a Igreja Universal do Reino de Deus, que no comunicado invocou as recentes determinações das autoridades angolanas para o enfrentamento ao Coronavírus.

A Igreja Universal do Reino de Deus declara que manterá todos os seus templos fechados em todo território nacional, enquanto a determinação acima estiver vigente.Por essa razão, sugerem que a comunidade siga a programação de Fé e os cultos online pelos canais da Universal, que estão disponíveis nos meios de comunicação.

A Universal reforça que todos os seus oficiais estão em contínuas orações para a protecção e saúde do povo angolano. “Nesse momento, temos que manter e unir a fé, e colocar em prática as orientações das autoridades para prevenção ao vírus. Dessa forma, juntos venceremos toda e qualquer ameaça ao nosso povo”, lê-se no comunicado publicado na página do facebook da IURD-Angola.

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