Polícia não cruza os braços diante do Covid-19

O comandante geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, disse que o seu órgão vai continuar com muita determinação a prevenir e combater o crime e melhorar o sentimento de segurança das populações, apesar da preocupação com o Covid-19. Aconselha à sociedade em geral a engajar-se nas orientações do Governo, do Ministério da Saúde e a da comissão que está a tratar da situação

O Covid-19 é um mal que se regista em todos os países, pelo facto, resta apenas acatar as orientações, cumprir as normas, no sentido de prevenir o mal, de acordo com Paulo de Almeida, que falava no acto comemorativo do 41.º Aniversário da Direcção de Trânsito e Segurança Rodoviária. O comandante-geral da Polícia Nacional afirmou que a sua instituição vai tomar as medidas recomendadas a todos os cidadãos que pretenderem violar as regras impostas.

A situação afecta a todos, não convém pensar que somos um país autossuficiente, vamos nos compadecer com os problemas que temos, pelo que temos de trabalhar e dar solução. Todo o cidadão é fiscal e deve ser responsável, sendo que a situação que o país vive deve ser assumida como “nossa” e em qualquer sítio que se estiver a violar as normas estabelecidas deve haver denúncias, agindo assim em conformidade, segundo o comandantegeral.

“O Covid-19 não vai desviar a missão de garantir a ordem e tranquilidade pública, pelo que o órgão vai continuar com muita determinação prevenir e combater o crime e melhorar o sentimento de segurança da população”, assegurou.

Polícia Nacional em forma

Segundo Paulo de Almeida, actualmente no mundo global, a Polícia não trata de determinados serviços, como a emissão da carta de condução, livrete, matrículas, incluindo as inspecções de automóveis particulares. A real missão da Polícia é fiscalizar, controlar o ordenamento do trânsito, garantir a tranquilidade e a ordem, por isso estas tarefas devem ser dadas a outras instituições. Ainda este ano, a PN pretende fazer mudanças na carta de condução e a emissão do documento único de identificação do veículo, para além de efectivar as inspecções periódicas obrigatórias dos veículos.

Uma série de reformas serão empreendidas nos sistemas de organização e funcionamento, sendo que na área do trânsito já se fez a organização da sua estrutura e atribuições. “Vamos dar um carácter mais operacional e investigativo. Os crimes do trânsito ou rodoviários passarão a ser tutelados por uma área competente da PN, no quadro legal, o que permitirá à instituição estar mais preparada para desenvolver acções preventivas de combate à sinistralidade rodoviária”, acrescentou.

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