PR reafirma cooperação com a Namíbia

João Lourenço testemunhou o empossamento de Hage Geingob para um segundo mandato na liderança do Estado namibiano por mais cinco anos, no dia que o país assinala 30 anos de Independência do então regime do Apartheid da África do Sul

O Presidente da República, João Lourenço, manifestou, ontem, em Windhoek, o desejo de Angola reforçar a cooperação e a amizade com a Namíbia, tendo em vista o estreitamento dos laços existentes entre os dois povos e países João Lourenço testemunhou o empossamento de Hage Geingob para um segundo mandato na liderança do Estado namibiano por mais cinco anos, no dia que o país assinala 30 anos de Independência do então regime do Apartheid da África do Sul. Ao tomar a palavra no acto, o Estadista angolano afirmou que durante a luta de libertação angolanos e namibianos celebraram um pacto de sangue eterno, amizade, irmandade e cooperação. João Lourenço sublinhou que a Independência alcançada há 30 anos é resultado da luta armada feita com o sacrifício de muitos namibianos.

O Presidente da República afirmou que apesar de o mundo enfrentar uma grande ameaça do novo Coronavírus (Covid – 19), teve de ir à Namíbia por se tratar de uma missão necessária e inadiável. Os presidentes do Botswana, Mokgweetsi Masisi, e do Zimbabwé, Emmerson Mnangagwa, enalteceram os ganhos da luta comum contra o colonialismo e pela dignificação dos povos da África Austral. Também manifestaram o interesse de elevar as relações económicas ao nível dos excelentes entendimentos políticos.

Hage Geingob assume segundo mandato presidencial na Namíbia

O Presidente da Namíbia, Hage Geingob, foi empossado para o segundo mandato de cinco anos. O empossado repetiu, com o presidente do Tribunal Supremo, Peter Chivuti, o juramento no qual se propõe respeitar a Constituição e a Lei, proteger a Independência, soberania, servir a Pátria e os cidadãos. Tomaram igualmente posse o vice-presidente da República, Nangolo Mbumba, a primeira-ministra, Saara Kuugongelwa-Amadhila, e a vice-primeira-ministra, Netumbo Nandi-Ndaitwah.

Testemunharam a cerimónia, os presidentes de Angola, João Lourenço, do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, e do Botswana, Mokgweetsi Masisi, bem como ministros de vários países da região (África Austral). Hage Geingob foi reeleito nas sétimas eleições democráticas realizadas a 27 de Novembro de 2019, após ter cumprido um primeiro mandato iniciado em 2015. Na disputa eleitoral, o Presidente da Namíbia obteve 56,3 por cento dos votos, contra 28 do candidato independente Panduleni Itula. A posse decorreu no palácio presidencial no dia que coincide, como habitualmente, com o da proclamação da Independência Nacional, a 21 de Março de 1990.

A cerimónia de posse e os festejos da libertação da Namíbia do então regime do Apartheid da África do Sul decorrem com restrições e poucos convidados, para evitar a proliferação do novo Coronavírus (Covid – 19), que desencoraja concentrações de pessoas e rigorosas medidas de higiene e vigilância. A Namíbia regista três casos confirmados de Covid-19, em estrangeiros, mas as autoridades decidiram encerrar os locais de grande concentração, mantendo funcionais os serviços essenciais como os supermercados e as farmancias.

As estradas estão menos movimentadas e à entrada de edifícios públicos se obriga a desinfecção das mãos. “Desapareceram” os abraços e as beijos habituais em saudações. Formado em Ciências Políticas, Hage Geingob é o terceiro Presidente da Namíbia, depois de San Nujoma que assumiu a chefia do Estado de 1990 a 2005, e de Hifikepunye Pohamba (2005 – 2015). Hage Geingob é membro da Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO), partido no poder.

A Namíbia é uma democracia presidencialista, em que o Governo é eleito a cada cinco anos. O parlamento é bicamaral, sendo formado pelo Conselho Nacional e pela Assembleia Nacional. A Namíbia faz fronteira a Norte com Angola e a Zâmbia, Botswana a Leste, a Sul com a África do Sul e a Oeste pelo Oceano Atlântico. A agricultura, o turismo e a indústria de mineração (diamantes, urânio, ouro e prata) formam a base da economia do país que tem uma população estimada em 2,1 milhões de habitantes, sendo um dos territórios menos povoados do mundo.

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