Coronavírus força dispensa de alunos do Instituto Confúcio

O director do referido instituto, Ren Bing, disse, ao OPAÍS, que a medida afigura-se como a mais certa, a julgar pelas normas estabelecidas pelo Governo angolano no âmbito das medidas de prevenção e combate à doença

No âmbito das medidas de prevenção e de combate ao Coronavírus, o Instituto Confúcio, vocacionado ao ensino da língua chinesa mandarim, cancelou as suas actividades académicas, o que forçou o acantonamento em casa dos cerca de 200 alunos de que a instituição dispõe. O director do referido instituto, Ren Bing, disse, ao OPAÍS, que a medida afigura-se como a mais certa, a julgar pelas normas estabelecidas pelo Governo angolano no âmbito das medidas de prevenção e combate a doença. Segundo Ren Bing, apesar de o instituto não apresentar nenhum risco, por não ter sido frequentado por pessoas provenientes da China ou de outros países com registos de casos, ainda assim optou-se pela dispensa dos alunos por um período ainda indeterminado. As aulas, frisou, só poderão regressar quando o Governo proceder ao levantamento das medidas de prevenção.

O também académico fez saber que, para alguns alunos que já se encontram em níveis avançados, as aulas estão a ser ministradas via online mediante sistemas digitais próprios criados para o efeito. Porém, já para os outros que não dispõem de condições e de recursos tecnológicos, as aulas estão a ser ministradas via telefone, o que vai acabar por manter o ritmo e a actualização constante das matérias já programadas. “Estamos a tomar essas medidas no sentido de prevenir os nossos alunos de qualquer eventualidade que possa ocorrer. Para nós, o mais importante é salvar a vida dos alunos e da sua família”, notou. De acordo ainda com Ren Bing, apesar da paralisação das aulas, o instituto está a ser a desinfectado permanentemente durante duas vezes ao dia para garantir que não haja nenhuma suspensão e garantir, no retorno dos alunos, uma mobilidade segura e de confiança. “Embora os alunos não estejam a frequentar o espaço, mas procuramos mantê-lo limpo e desinfectado. Tudo isso faz parte da estratégia de educação que implementamos”, frisou.

Mais de 600 alunos já formados

Desde que foi implementado em Luanda, em 20015, o Instituto Confúcio, segundo o seu director, já formou mais de 600 jovens angolanos. A maior parte destes, frisou, actualmente trabalham em empresas chinesas, usufruindo de excelentes condições de trabalho e regalia salarial. No entanto, para os próximos anos, Ren Bing disse que a sua instituição vai continuar a formar quadros nacionais que vão ser úteis para o desenvolvimento do país. Conforme explicou, a língua mandarim é das mais faladas no mundo e assume-se como instrumento de cooperação, negócio e trabalho, pelo que a sua aprendizagem constitui uma mais-valia.

Ren Bing fez saber também que, nos últimos tempos, a sua instituição tem disponibilizado bolsas de estudos para os melhores alunos que são enviados para a China de formas a darem continuidade a sua formação académica ou profissional. “A língua chinesa não é tão difícil como muita gente pensa. Aprende-se como facilidade, basta que a pessoa tenha vontade de aprender. E actualmente já é considerada como uma língua de negócio no mundo”, assegurou, tendo ainda acrescentado que, “em breve o mundo vai vencer o Coronavírus. A China já esta vencendo e Angola vencerá”.

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