Quanto mais alto…

O povo tem sempre razão nos seus ditos. Neste caso também. Atenção, não é o ditado “quanto mais alto, maior a queda”, nada disso, é mesmo “quanto mais alto, maior a estupidez”. Sim, é repugnante o comportamento da nossa suposta elite. Na verdade, temos alguns que se auto-intitulam “elite”, porque nada produziram para merecer tal título. Não passam de um subproduto do nosso processo histórico violento em que alguns dos mais violentos sobressaíram com poder e sem regras. Não estão talhados para as regras, nem para as que eles próprios criam.

Felizmente, também o mundo está cheio de exemplos que nos dizem que o tempo sempre se encarrega de efectuar as devidas correcções. Este tipo de pseudo-elite acabará também por ser relegada ao seu lugar, estão a forçar, mas não cabem no lugar que pretendem. Alguns destes da pseudo-elite nacional desembarcaram num aeroporto provincial e por serem fi guras protocolares locais escusaram-se de receber e “lavar” as mãos em álcool gel, como fi zerem todos os outros passageiros.

O álcool era de graça, oferecido por funcionários diligentes, mas talvez seja este o problema. Naquilo que alguns dos nossos VIP têm na cabeça, o álcool só teria serventia se tivessem de pagar por ele, muito caro, e com os outros a ver, sem o direito de sonhar chegar-lhe as mãos. Assim sim, mas usar o mesmo que os pobres, ainda que seja para salvar a própria vida e a de terceiros, isso não.

E mais, tinham o exemplo da elite máxima de Luanda, que também julga que a doença não lhe toca porque tem o poder de mandar às urtigas o que se tinha decretado no dia anterior. Ante o Coronavírus, a nossa elite é o nosso maior perigo. Para quem procure as razões do nosso subdesenvolvimento, a resposta está clara, basta observar o comportamento da nossa pseudo-elite. A falta de civismo, de preparação, de educação, de noção é tanta que eles são incapazes de entender coisas básicas. Estão no lugar errado.

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