Batalha do Cuito Cuanavale ‘tornou Angola numa referência política e militar em África’

A vitória no Cuito Cuanavale “elevou o nosso país para uma posição de respeito e de grandeza, não só em África, mas no mundo”, diz luis neto Kiambata

O nacionalista Luís Neto Kiambata considerou que a batalha militar do Cuito Cuanavale fez de Angola uma referência estratégica a nível da África toda, sobretudo na região Austral, a julgar pelos benefícios que a luta teve na libertação da Namíbia e na democratização da África do Sul. Com a luta, travada há 32 anos, Angola, na opinião do nacionalista, ganhou uma posição de respeito que até hoje mantém-se intacta e consolidada.

A título de exemplo, Luís Neto Kiambata apontou a institucionalização, em 2018, do dia 23 de Março como feriado a nível da África Austral, que neste ano foi celebrado pela segunda vez. No seu entender, a celebração da data, como sendo o Dia da Libertação da África Austral, demonstra a importância que o continente e o mundo dão a Angola como grande impulsionadora da paz na região. Conforme explicou, a libertação da Namíbia das garras e do sistema do aparheid, a democratização da África do Sul e a libertação de Nelson Mandela afiguram-se entre os principais benefícios que a vitória na batalha do Cuito Cuanavale proporcionou, o que mereceu o respeito e a valorização do mundo.

“Não estamos a falar de uma simples batalha. Estamos referirnos ao maior conflito militar que Angola registou logo depois da sua Independência, cujos benefícios recaíram para nós e para os países da região Austral”, frisou. Para o também diplomata, a decisão de os países da África Austral tornarem o Dia da Batalha do Cuito Cuanavale como feriado simboliza uma vénia a Angola e ao seu papel fundamental no contexto das nações. “O Cuito Cuanavale elevou o nosso país para uma posição de respeito e de grandeza, não só em África, mas no mundo”, notou.

Valorização dos sobreviventes é indispensável

Por outro lado, Luís Neto Kiambata disse ser necessário que Angola reconheça os sobreviventes, as viúvas e outras pessoas que sofreram directamente com luta travada durante a batalha do Cuito Cuanavale, de forma a valorizar o esforço empreendido. Segundo o nacionalista, 32 anos depois, ainda são evidentes as dificuldades que os sobreviventes e viúvas da histórica batalha vivem.

A título de exemplo, apontou a situação de miséria, fome e falta de habilitação condigna a que muitos sobreviventes estão votados, situação que considera de desprestigiante. “É preciso valorizar as pessoas que deram o seu sangue para que hoje vivêssemos em liberdade. E isso implica, necessariamente, a cedência de boas condições de vida, desde saúde, alimentação e habitação”, frisou.

 

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