Carta do leitor: População da Funda consome água bruta

Saudações, Endereço esta carta ao diário OPAÍS no intuito de dizer o seguinte: a população dos bairros do Muculo, Kilunda, Terra Branca e Kuta, na comuna da Funda, consome água imprópria há mais de um mês, devido à falta de sulfato de alumínio e cloro na mini-subestação de tratamento existente no bairro da Kilunda. Tudo isso porque o pequeno sistema de abastecimento que fornece a água às mais de 15.000 famílias residentes nos referidos bairros não possui produtos para melhorar a qualidade da água. Como sabemos, estes são produtos importados pelo Governo através do Ministério da Energia e Água e da EPAL-EP, instituições governamentais orçamentadas e vocacionadas para tal.

O que acontece é que, por vezes, a aquisição deste produto é feita no mercado informal, enquanto deveria ser fornecida pela EPAL-EP que, por sinal, tem os mesmos produtos nos seus armazens da ETA do Kifangondo, no mesmo município, ou seja, em Cacuaco. E mais, a ETA em funcionamento na sede da vila da Funda trata a água que fornece a população de outros bairros na periferia da vila. O que é que se passa, para afi nal tornar vítima a população dos 4 bairros?

Qual é a responsabilidade da Administração Municipal de Cacuaco, ou mesmo da EPAL-EP, em tornar a água um direito para aquela população? Mais, afi nal, de quem é a responsabilidade de fornecer água com qualidade a eles, ao contrário de usarem como fonte a lagoa da Kilunda? Lemos Ganga/Luanda

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