Colabore, afaste-se

As imagens e notícias que nos chegam da Itália são aterradoras, depois de “deste lado” se ter investido muito tempo de propaganda a diabolizar a China e as medidas que tomou para lidar com o novo Coronavírus. Mas a Espanha e os Estados Unidos têm também números assustadores agora, e que tendem a subir, infelizmente. Angola que se cuide.

Sim, as imagens e as notícias aterradoras ajudam a advertir as pessoas, algumas vezes até a infundir medo, o que é bom, porque este novo inimigo não está para brincadeiras, deve ser temido e respeitado, mas combatido também. O combate se faz com solidariedade e amor. Combate o vírus quem ama a sua vida e a dos outros e observa as regras de higiene e de distanciamento social.

A colaboração é imprescindível, cada um colabora afastando-se. Mas observar e aprender é ainda mais importante para o Estado. Há que seguir ao segundo as experiências que estão a ser vividas noutras latitudes, há que acompanhar o que a ciência vai revelando, há que ousar e experimentar também.

E, sim, há que ultrapassar egos, pessoais ou nacionais, há que pedir ajuda, toda a possível, porque há que salvar vidas. Um velho padre italiano cedeu o ventilador comprado pela sua comunidade para o salvar a um jovem, cedeu o seu lugar neste mundo. Gestos destes, de solidariedade, de entrega, são poucos nos noticiários, mas só aparentemente, porque toda a gente que cumpre as regras de confi namento está a dar amor, a salvar vidas, maior sinal solidariedade e de colaboração não pode existir neste momento.

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