Covid-19 paralisa perto de 300 empresas na Huíla

O presidente da Associação Agro-Pecuária, Comercial e industrial da Huíla (AAPCiL), Paulo gaspar, avançou que o Covid-19 provocou a paralisação de perto de 300 empresas na província da Huíla

Paulo Gaspar referiu que algumas empresas prestadoras de serviços já encerraram as actividades laborais e outras estão a aprender a sobreviver com a nova realidade da Covid-19. “Temos falado através do grupo do WatsApp da AAPCIL e os empresários têm estado a dar várias sugestões com o grupo do Grupo Técnico Empresarial para consertar ideias”, revela. Na sua opinião, o impacto económico no país será devastador. Por essa razão, as empresas estão a fazer o máximo para preservar os postos de emprego e, posteriormente, verificar quais serão os apoios do Executivo para manter as grandes, pequenas e micro empresas”, explica.

“A AAPCIL está a apelar as empresas que reduzam ao máximo os funcionários, ficando apenas com o essencial para cumprir com as medidas de segurança para evitar o contágio do corona vírus”, conta. Paulo Gaspar referiu que com excepção da fábrica de oxigénio, a Huíla não possui empresas que produzam material hospitalar, caso seja preciso apoiar o combate à propagação da Covid-19. “A fábrica de oxigénio conta com uma produção em grande escala.

O mesmo acontece com as fábricas que produzem água mineral que aumentaram a produção e devem apostar em grande quantidade de stock”, disse. O responsável da AAPCIL apela as empresas que não produzam bens alimentares e produtos essências à saúde a paralisarem e protegerem os funcionários.

Huíla sem máscara, nem gel Neste momento, as farmácias na província da Huíla não possuem gel, nem máscaras. No entanto, um comerciante já fez a encomenda a partir de Luanda e chega nas próximas horas.

Empresas do sector produtivo devem criar estratégias para fabricar produtos da cesta básica e equipamento hospitalar Por sua vez, o presidente da Confederação Empresarial de Angola (CEA), Francisco Viana, referiu que a associação que dirige está preocupada com o futuro das empresas, principalmente as que vão encerrar por conta própria. “As empresas do sector produtivo devem criar estratégias para fabricar produtos da cesta básica e algumas indústrias já começaram a produzir máscaras, batas para os médicos e lençóis.

De modo a apoiar o impacto da Covid-19 no país”, explica. Segundo ele, quanto mais cedo algumas empresas pararem de produzir melhor por causa da prevenção contra a pandemia da Covid -19, ressaltando que a CEA está a propor medidas para minimizar o sofrimento do povo angolano. Por esse motivo, há um programa de emergência económica que deve funcionar com parceria das empresas de agricultura familiar para produzir cereais, trigo, tubérculos, massambala e legumes.

“É preciso criar mecanismos de distribuir alimentos à população nos referidos bairros para evitar que saiam à procura de comida. Também apoiar aos trabalhadores, porque muitos vão ficar desempregados e a economia informal que deve ser apoiado através de subsídios. Segundo o responsável, ao nível do Ministério das Finanças e Administração Geral Tributária (AGT) é necessário a apresentação do fecho de contas de 2019. “Estamos a pedir que os referidos ministérios que atrasem por mais três meses, a questão das multas e impostos para que as empresas tenham tempo de reagir à crise provocada pela Covid-19”, disse.

No que toca ao apoio das empresas, Francisco Viana, defende que o Estado ajude as empresas, com destaque ao sector produtivo porque com o surgimento do corona vírus as empresas não podem parar de produzir. Por outro lado, as empresas não vão conseguir cumprir os contratos de produção, prestação de serviços, construção civil. A banca vai precisar criar estratégias para os clientes que não conseguiram cumprir com o pagamento dos empréstimos. Nesta fase, é preciso paralisar as construções de barragens, obras de metros e grandes negócios e apoiar os pequenos negócios para os 30 milhões de angolanos.

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