Rede hoteleira iu abraça luta contra Covid-19 com 180 quartos

A rede hoteleira diz ter informado ao governo, na terça-feira, 23, que tem disponíveis 180 quartos em três edifícios vagos e isolados nas suas infra-estruturas localizadas em Viana e Cacuaco

A gerência da AAA Activos, proprietária da rede hoteleira IU, declarou, ontem, em Luanda, a disponibilidade para apoiar o combate ao Covid-19, despois de ter sido duramente criticada pelo Governo por se ter negado a atender a este pedido no Sábado. Em função desta recusa, a Comissão Intersectorial de Gestão das Medidas Contra a Expansão do Covid-19 teve inúmeras dificuldades para alojar condignamente os cidadãos nacionais e estrangeiros provenientes de Lisboa e Porto, em Portugal, que, por imperativo legal e razões humanitárias, devem permanecer em quarentena institucional por 14 dias.

No documento enviado a OPAÍS, o presidente do Conselho de Administração da AAA Activos, Carlos Manuel de São Vicente, apresenta as desculpas pelos transtornos causados pela não disponibilidade imediata dos seus hotéis na data solicitada. Esclarece que na data referida, em que o Ministério da Saúde solicitou as suas instalações, tinham hóspedes alojados nos hotéis da cadeia localizados em Talatona, Viana e Cacuaco, pelo que julgaram prudente não os misturar com as pessoas em quarentena do Covid-19, por não terem um único edifício isolado.

Diz que, no entanto, no dia seguinte, comunicaram a disponibilidade do IU Hotel com um edifício vago e isolado com 60 quartos, em Caxito, mas não foi aceite por ser considerado longe e fora de Luanda. Esclarece ainda que cada edifico do IU tem 60 quartos, mas nem todos os edifícios concluídos estão disponíveis, por não estarem ainda inteiramente apetrechados, em consequência das dificuldades actuais de importação de equipamentos e bens diversos.

“A rede IU tem dimensão nacional e estará sempre pronta para enfrentar os desafios de Angola e protegerá sempre a vida e a saúde dos seus hóspedes e dos seus trabalhadores, em conformidade com as orientações do Ministério da Saúde, do Turismo, da Organização Mundial da Saúde e da OMT”, lê-se no documento. Importa referir que o Jornal OPAÍS, na edição nº 1787, de ontem, publicou em comunicado enviado da Comissão Multissectorial para Prevenção e Combate ao Covid-19 em que este órgão lamentava a atitude da rede hoteleira IU, por se ter mostrado indisponível para colaborar com o Governo na luta contra o Covid-19 neste momento de aflição.

A comissão, chefiada pelo general Pedro Sebastião, ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, sublinhou que a aludida rede hoteleira dispõe de “instalações praticamente devolutas, algumas até sem quaisquer hóspedes, mas não se mostrou disponível para colaborar ali onde mais se necessitava”.

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