Lançamento da obra poética de Lopito Feijóo em Lisboa adiada sine die

O acto de projecção da obra poética “Doutrina sem a qual nunca”, do escritor angolano Lopito Feijóo, em Lisboa, Portugal, estava prevista para hoje, 27. O escritor avançou que devido à disseminação do novo Coronavírus, o país entrou em estado de emergência até 9 de Abril

O lançamento da obra poética “Doutrina sem a qual nunca”, do escritor angolano Lopito Feijóo, em Lisboa, Portugal, prevista para hoje, 27, foi adiada sem data futura, devido às medidas preventivas contra a COVID-19, que abala o mundo desde Dezembro do ano passado. Em conversa com “OPAÍS”, o escritor avançou que devido à disseminação do novo Coronavírus, que também afecta aquele país, as actividades culturais e outras foram proteladas e o país entrou em estado de emergência até 9 de Abril, sendo que poderá ser prorrogado, mediante as ocorrências. Lopito deu a conhecer que as condições para a projecção da sua obra estão coordenadas e assim que a situação for estabilizada, naquele país, será anunciada a nova data para o acto.

Avançou que apesar da presente situação, tem sido questionado em relação a atenção dos leitores, pelo facto de os cidadãos acharem o título do trabalho sugestivo. “Tão logo termine o estado de emergência, vamos fazer para ver se regresso aos meus compromissos em Angola. Já tenho aqui alguns leitores fiéis, que questionam sobre a futura data para o seu devido lançamento. Eles estão ávidos para saber do que aborda este livro, por causa do título que consideram interessante. De facto tem despertado a atenção dos leitores”, considerou o autor.

Estadia

O escritor encontra-se naquele país desde Fevereiro, onde foi convidado a participar no Festival Literário Correntes D’ Escritas, que decorreu em Póvoa de Varzim. O poeta seria ainda homenageado a 8 de Abril, na Biblioteca Municipal de Cascais, durante um acto organizado pelos directores do projecto cultural “Palavra de honra”, acção que também foi adiada.

“Estou aqui em Lisboa, sem saber quando hei-de regressar a Angola. A situação é mesmo de emergência, mas estou tranquilo. Estou a aproveitar trabalhar, mesmo estando em casa. Escrevo intensamente poesias e penso em terminar o meu primeiro romance, que é um livro que considero de ficção. Estou a escrever muito durante esses dias que considero de prisão preventiva domiciliar”, considerou.

O livro

A obra poética “Doutrina sem a qual nunca” é a décima do projecto denominado Doutrina, desenvolvido pelo escritor desde 1987. A mesma é constituída por 85 páginas, com textos de reflexão geral, que, segundo o autor, podem ser lidos sob uma perspectiva que dista a tradição e a modernidade identitária dos povos de Angola. O livro surge na sequência de outros títulos doutrinários, palavra que o autor considera fundamental para a projecto literário que defende tratar-se, igualmente, de um esboço de intervenção cívica e sócio-política.

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