OGE, a primeira vítima governamental do Covid-19

OGe, a primeira vítima governamental do Covid-19

Antes de mais qualquer coisa, uma pergunta. É daquelas coisas que fi cam a remoer o cérebro e, pronto, sai. Há que perguntar mesmo. Por que foi o ministro Adão de Almeida, da Administração do Território, dar a cara, na Quinta-feira, pelo Governo para explicar o estado de emergência? Onde fi caram os chefes da comissão criada para enfrentar o Covid-19? Ou os ministros das áreas da segurança interna, ordem, etc.? Adão de Almeida expressa-se lindamente em português, mas ainda assim… porquê? Passou a coordenar a equipa que tem ministros de Estado integrados?

O título deste texto diz que o OGE é a primeira vítima governamental do Covid-19, mas vou me corrigir, já que comecei pelo ministro Adão de Almeida. A primeira vítima é o próprio Governo, que tem de emagrecer já e também já está decidido. Será que esta medida responde à minha questão inicial? Ainda não são vinte horas, ainda não tenho nota alguma sobre exonerações e fusões, mais logo, ou amanhã, ou depois, veremos.

Pronto, o OGE nem é vítima em si mesmo, vai levar uma lipoaspiração para se adequar ao novo tamanho do Governo e às novas políticas económicas. E a um novo rigor, se calhar. Ok, é vítima também porque vai ter de se apresentar com novo peso, com novo perfi l, vão lhe enxugar as vaidades todas, espero. E é a primeira porque já está decidido que vai mesmo para a mesa de operações.

O Covid-19 não brinca. Entretanto, além de se fundir ministérios, recomendas-se uma análise profunda sobre para o que serviram os que vão “anexados”, houve muito desperdício em tempo de crise, principalmente de alguns titulares.

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