DJ Elly Chuva // Venceu preconceitos: machismo, assédio e discriminação”. Hoje ambiciona carreira internacional

elly chuva é das poucas mulheres no país, que tem-se dedicado ao trabalho de Disco Jockey (DJ), há 10 anos, uma profissão abraçada iniciada no segundo ano da sua idade adulta, ou seja aos 19 anos. Uma jovem mulher de referência no mês, cujo tributo recai a elas

Nem mesmo os preconceitos fizeram com que esta jovem talentosa deixasse o seu sonho para trás, tendo sido também incentivada a continuar, pelos aplausos do público, nos vários eventos em que actuava, no país e no exterior. Para o seu trabalho, usa diversos aparelhos de som, como máquinas ou transmissores de ondas sonoras (colunas), processadores de áudios e os auriculares, que lhe permitem viajar, juntamente com o público, através da música.

O seu objectivo nesta área é de continuar a tocar, uma vez que não se revê a exercer outra profissão. “Quanto estou a tocar, sintome mais próxima das pessoas. É como se estivesse a amá-las através da música. No começo, sentia que podia fazê-las feliz, pelo menos naquele momento. Essa é uma das principais razões que me fez investir neste talento”, explicou a artista.

A performer, que toca profissionalmente há oito anos, além dos dois anteriores de projecção, disse que, no começo, encontrou muitas dificuldades, como a falta de espaços para a sua actuação, além de tratar-se de uma profissão aderida em massa maioritariamente por homens. “Antes, havia poucos espaços para que as mulheres pudessem singrar e mostrar o seu talento. Por isso, tive de lidar com o preconceito, como o machismo, assédio sexual, discriminação, até mesmo boicotes, mas, consegui superar e, hoje, tenho boa aceitação no mercado.

Foi a partir deste labor que comecei a ganhar as minhas remunerações”, contou.
Actuações A engenhosa é mais solicitada em actividades comerciais, shows, bem como em noivados e casamentos. Em eventos nocturnos são os que mais tem actuado esta artista, e, sem grandes dificuldades. Para si, a época mais movimentada têm sido os últimos meses do ano. Apesar de as pessoas considerarem que toca melhor o estilo musical hip-hop, Elly diz que gosta mesmo é de trabalhar, independentemente do requinte harmonioso, que considera como um acto de felicidade e amor. Para lá dos labores individuais, também tem actuado em equipa.

Quanto aos colegas, contou que têm respeitado o seu trabalho e a apoiam, sempre que possível. “Sou sempre muito bem recebida e, com muita dedicação, consegui conquistar o respeito dos meus colegas. Com alguns, criei até mesmo laços de amizade. Pelo trabalho, comecei a trocar a noite pelo dia, desde que decidi levar este labor profissionalmente”, enfatizou. Disse ainda que o presente mês, Março, por ser dedicado à mulher, tem sido também de muito trabalho. Quanto ao rendimento desta profissão, refere ser satisfatório, principalmente, quando se tem referência ao nível do mercado. Por isso, considera o mercado nacional aberto para as mulheres.

“Graças a Deus tem sido de forma equilibrada e com muita dignidade. Se a nossa economia ajudasse, estaríamos melhor ainda”, disse a DJ.

Outros projectos

Além de animar em vários eventos, lançou no ano passado o álbum digital denominado “Agora é que são elas”, com músicas originais, projecto este que pretende dar sequência, para ser mais abrangente. Com este álbum, em que reuniu uma série de artistas, maioritariamente mulheres, como Telma Lee, Eva Rap Diva, Selda, Titica, Jéssica Pitibull, tem-lhe permitido observar o feedback do público no país e no exterior, razão pela qual, considera como o momento mais marcante na sua carreira. “Com este trabalho realizei uma tournée durante sete meses em sete províncias.

Em cada evento, o feedback, as felicitações, a satisfação, os clientes, os possíveis seguidores, são momentos super-marcantes para mim”, observou.

Internacionalização

ALém de tocar em vários eventos no país, já actuou em Moçambique, São Tomé, Portugal, Brasil e na África do Sul. Apesar deste facto, a internacionalização do seu trabalho é ainda um dos seus grandes desafios. “Já toquei nestes países, mas não com muita frequência. Gostaria muito de ser uma DJ de caveira internacional. Mas, continuo a trabalhar, juntamente com a minha equipa, para que esse desejo se torne um facto”, ambicionou.

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