Coronavírus faz duas mortes em Angola

De um total de sete casos positivos registados em Angola, dois resultaram em mortes, segundo confirmou ontem a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, em Luanda. Os dois cidadãos do sexo masculino de 59 e 37 anos, que perderam a vida na Clínica Girassol, chegaram ao país nos dias 12 e 13 do mês em curso, provenientes de Portugal

Jornal OPaís edição 1792 de 30/03/2020

cidadão de 59 anos, que tem a residência habitual em Portugal, chegou ao país no dia 12 do mês em curso, esteve internado na Clínica Girassol, com um quadro que evoluiu bastante rápido. Apresentava manifestações clínicas mais frequentes da infecção por Covid-19, como insuficiência respiratória, além doutras patologias associadas como diabete, hipertensão arterial, o que o colocou numa situação de risco.

O segundo cidadão, um jovem de 37 anos, que residia em Luanda e chegou ao país no dia 13 de Março, esteve internado há mais de uma semana.

Sílvia Lutucuta explicou que das 281 amostras processadas, sete registaram casos positivos, sendo que actualmente 21 encontram-se em processamento.

Segundo a ministra, a sua equipa continua a fazer o rastreio em massa a todos os viajantes que se encontram nos centros de quarentena, tendo já terminado no Calumbo II, enquanto no Calumbo I e no Victória Garden continua. O ministério prossegue com a monitorização dos familiares com os quais os cidadãos tiveram contacto.

Ao nível do país, o MINSA registou, até ontem, mil e 89 pessoas em quarentena institucional, das quais 557 estão na província de Luanda, pelo facto continua a observância de Estado de emergência, tendo em conta que se torna necessário travar a propagação do vírus, com uma necessidade urgente de se fazer o corte da cadeia de transmissão.

Sílvia Lutucuta sublinhou que, para tal, a melhor maneira é ficar em casa. Todos têm a responsabilidade de mobilização social e devem ser observadas as medidas de protecção individual e colectiva, sendo que o isolamento é a chave para se evitar novas transmissões.

Actualmente, o nosso país tem apenas casos importados, pelo que “não queremos de forma alguma, e acreditamos que o povo angolano está consciente, passar para fases mais complicadas, por isso pedimos a colaboração de todos”, disse.

Assegurou que a comissão multisectorial continuará a trabalhar afincadamente, mas que é preciso acatar com todas as medidas que  são impostas num Estado de Emergência, no sentido de o país não ter que registar o impacto negativo da pandemia.

Os dois casos de mortes foram confirmadas após análises cujos resultados foram apresentados ontem, as 16 horas. A ministra lembrou sobre a necessidade de se ter em conta o formato da realização das exéquias, de forma a se evitar mais transmissões, tendo acrescentado que as famílias foram informadas, bem como as autoridades sanitárias e responsáveis pelos cemitérios.

“É uma situação difícil que as famílias estão a viver, por conta de uma perda prematura dos seus entes-queridos, e nas circunstâncias em que aconteceu, mas devemos acautelar para que não haja uma enchente no cemitério e se obedeça o número limite e a distância por cada pessoa”, reforçou.

leave a reply