Subespécies “coronae”

É tempo de novas expressões, e que têm todo o cabimento. Nestes dias vamos aprendendo a identificar novas subespécies de seres que se parecem aos (ou mesmo englobam os)humanos, mas que se diferenciam de alguma maneira. Agora aprendemos a identificar os coronidiotas, que são aqueles que mesmo recebendo toda a informação sobre a pandemia, preferem sair e fazer de contas que ela não existe, preferem olhar para o seu umbigo, indiferentes à realidade e ao risco a que expõem outras pessoas.

Há os coronignorantes. Estes são seres humanos, mas que vivem na periferia do mundo da informação, muitas vezes por vontade própria, mas na grande maioria das vezes vítimas do mau direcionamento da informação pelos poderes públicos.

Os coronincompetentes são aqueles governantes que preferem o histerismo e que mesmo espremidos por um buldózer não deitam uma gota de boa ideia. Não sabem o que fazer e acham que o carnaval que levantam com propaganda serve para alguma coisa.

Os coronatristes são aqueles com quem não há nada a fazer, sem recuperação possível. São muitos. Altamente prejudiciais. Andam por aí com boa figura mas são capazes de  rebentar num instante com uma lei provisória de quarentena obrigatória, para os proteger e cuidar e para proteger a comunidade. Esta subespécie também se revela andando por aí depois de compromisso assinado para ficar em casa.

Coronadívida é o apertar da corda no nosso pescoço porque não temos recursos financeiros e humanos para lidar com a pandemia, temos de nos endividar para salvar pessoas.

Os coronexcluídos são os que vão ficar mais pobres e que vão perder os seus empregos porque a economia está completamente de rastos e vai causar muita dor nas famílias.

E, para não citarmos a lista toda, há, por fim, os corondenados, as potenciais vítimas de todo o descaso governativo de anos para com a educação e a saúde e que ainda levam com os coronatristes e com os coronidiotas.

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