Há um curado e o potencial de dez mil contágios de Coronavírus

O secretário de Estado da Saúde Pública, Franco Mufinda fez saber , esta Segundafeira (30), que , nas 24 horas anteriores, o país registou um caso de cura de Covid-19. Mas a falta de cuidados pode levar a quem em Julho o país atinja os dez mil casos de contaminação

“A nível de Angola somos a referir que o primeiro paciente infectado fez um teste e deu negativo”, portanto, “está curado”, informou Franco Mufinda. Ele acrescentou que, dos 21 testes feitos a cidadãos em quarentena, cujos resultados estavam por se divulgar, todos deram negativo mantendo-se inalterado o número de pessoas contagiadas. Franco Mufinda declarou que, naquelas 24h, o balanço nacional traduziu-se em 1.273 indivíduos isolados, sob vigilância das autoridades sanitárias, dos quais 532 se encontram em em quarentena institucional em Luanda. Vinte e uma amostras de casos suspeitos de Covid-19, processadas nas últimas 24 horas em Angola, tiveram resultado negativo, anunciou hoje, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda. Na a habitual conferência de imprensa de actualização de dados sobre o novo Coronavírus, o dirigente deu a conhecer a existência de mais 272 análises em processamento, mil e 273 cidadãos em quarentena institucional a nível nacional, dos quais 532 controlados em Luanda. Afirmou que, em 24 horas, o sector recebeu, através do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), 305 chamadas, das quais 23 foram alertas de casos suspeitos, 13 descartados, oito investigados e dois casos validados com o devido seguimento pelas autoridades sanitárias.

Previsões e expectativas

O modelo epidemiológico usado por todos os países africanos prevê um crescimento exponencial de casos positivos, em Angola, nas próximas semanas (Abril), esperando-se que até ao dia 18 de Maio o país tenha um acumulado de mil casos do Covid-19. Com esse ritmo (marcado por sete testes positivos de cidadãos angolanos, dos quais dois óbitos e um recuperado), avançou o secretário de Estado, “Angola poderá registar dez mil casos, até o dia 29 de Julho, segundo previsões da Organização Mundial da Saúde (OMS)”. Nas últimas 24 horas, o continente africano registou mais de 170 pessoas infectadas e três mortes, enquanto o mundo contabilizou 63 mil 157 casos positivos e mais de três mil mortes, numa altura em que Angola se mantém com quatro pacientes contaminados, sob controlo. Russos apontam três potenciais remédios Previamente, a Agência Federal para Assuntos Médico-Biológicos (FMBA) apresentou mais uma versão com base na mefloquina antimalárica.

A informação foi divulgada pelo chefe da unidade de ciências biomédicas da Academia Russa de Ciências, Vladimir Chekhonin, que recordou que a Triazavirina antiviral foi criada há vários anos num instituto da academia russa. Agora os especialistas chineses estão interessados no seu uso para possível tratamento da infecção pelo novo Coronavírus. “Mas hoje está pronto um inalante especial deste medicamento, que pode ser usado exclusivamente para tratar infecções respiratórias virais. Estou certo de que será mais adequado para tratar a infecção por COVID-19. E, claro, essa opção é extremamente importante na situação actual”, disse Chekhonin, acrescentando que este medicamento já está pronto para ser transferido para ser testado em instituições especializadas.

Além disso, cientistas russos desenvolveram outro medicamento “suficientemente eficaz” contra o Coronavírus (adaptado para atender aos padrões russos) baseado no tratamento anti-viral japonês Favipiravir. Outro medicamento antiviral, o Fortepren, também passou em testes clínicos e deve ser avaliado quanto à sua capacidade de tratar a COVID-19, afirmou o académico. “Ele passou por todas as fases de testes clínicos, ou seja, foi testado mesmo em humanos. O Fortepren está na fase de registo, após o que pode ser submetido a testes para verificar a sua possível actividade em relação à COVID- 19”, comentou o especialista. Segundo o académico, testar a capacidade desses três medicamentos para tratar a doença do coronavírus é uma prioridade máxima tanto da Academia Russa de Ciências quanto do Ministério da Educação e Ciência da Rússia. Chekhonin observou que, por enquanto, três possíveis vacinas contra o Coronavírus estão a ser desenvolvidas na Rússia com a participação de especialistas da Academia Russa de Ciências.

Fonte: Angop 

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